Mercados emergentes são aposta favorita de Wall Street para 2026
Os mercados emergentes despontam como a preferência de Wall Street para o próximo ano, com gestores de fundos apostando em um ciclo positivo de entrada de investimentos. Em 2025, o setor recebeu um grande volume de capital, sinalizando uma mudança de tendência após anos de desempenho fraco.
Pela primeira vez desde 2017, as ações de mercados emergentes superaram as de pares americanos, enquanto a diferença nos rendimentos dos títulos caiu para o menor nível em 11 anos. Estratégias de carry trade apresentaram os melhores lucros desde 2009.
O entusiasmo com os emergentes foi evidente na recente conferência de investimentos do Bank of America Corp., revelando um cenário otimista e pouca desconfiança no setor. Gestores buscam diversificar exposições fora dos EUA, sendo a redução da dívida e o controle da inflação em países em desenvolvimento atrativos para investidores.
Os fluxos de capital e o desempenho das estratégias de carry trade indicam uma recuperação nos mercados emergentes, apontando para o melhor ano desde 2009 e fortalecendo a confiança dos investidores para 2026.
Otimismo impulsiona investimentos em mercados emergentes
O retorno dos alocadores de ativos para os mercados emergentes após um período desafiador sinaliza uma mudança de cenário. Fundos como JPMorgan Chase & Co. e Morgan Stanley prevêem benefícios para os emergentes com o enfraquecimento do dólar e o aumento dos investimentos em inteligência artificial.
A previsão de entradas de até US$ 50 bilhões em fundos de dívida emergente no próximo ano pelo JPMorgan reflete a confiança no setor. A recomendação de manter títulos em moeda local e ampliar posições em dívida emergente denominada em dólar é endossada por bancos como Morgan Stanley.
Embora os investimentos em mercados emergentes tenham aumentado, ainda há espaço para crescimento, conforme indicam os valores relativamente modestos dos fluxos de investimento. A sub-representatividade dos emergentes nos portfólios globais aponta para um potencial de expansão.
Desafios e perspectivas para os emergentes
Apesar da recuperação dos mercados emergentes, há desafios a considerar. A China enfrenta um ciclo deflacionário que pode impactar outros países em desenvolvimento. Além disso, a valorização do dólar pode representar uma ameaça, caso o Federal Reserve altere sua política monetária.
Estrategistas do Citigroup Inc. aconselham investir em ativos emergentes resistentes a uma possível valorização do dólar. Mesmo com esses desafios, previsões indicam retorno positivo para os títulos emergentes em 2026.
O interesse em dívida emergente continua forte, com fundos captando significativos US$ 4 bilhões na semana encerrada em 17 de dezembro. A resistência dos mercados emergentes às mudanças cambiais e políticas pode convencer investidores mais cautelosos a apostar nesse setor.
Conclusão
O cenário otimista para os mercados emergentes em 2026 reflete um ciclo positivo de investimentos impulsionado pela entrada de capital, desempenho superior às ações americanas e estratégias lucrativas. A diversificação de portfólios, o enfraquecimento do dólar e a confiança dos gestores reforçam a aposta no setor emergente.
Apesar dos desafios como a influência da China e a volatilidade cambial, as previsões continuam positivas para os emergentes, indicando um potencial de valorização e atratividade para investidores em busca de oportunidades globais.