Nova alíquota de imposto sobre Juros sobre Capital Próprio afeta retorno de investidores
A partir de 2026, a elevação do Imposto de Renda sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP) de 15% para 17,5% entra em vigor, impactando diretamente o retorno líquido para os investidores. Segundo estudo exclusivo da Elos Ayta, apesar da mudança, ações ligadas à geração recorrente de renda continuam liderando o ranking de dividend yield na B3, mantendo as maiores medianas de retorno ao acionista.
O imposto mais alto reduz o retorno, porém, a consistência segue sendo um fator determinante para permanecer no topo do ranking. Setores como bancos, energia elétrica e saneamento continuam dominando a distribuição e concentrando as maiores medianas de retorno ao acionista.
Maiores retornos no topo da lista
No estudo da Elos Ayta, o Banco BMG (BMGB4) se destaca liderando as ações analisadas, com mediana nominal de dividend yield de 11,31%. Após o desconto do IR atual, o retorno líquido recua para 9,61%, e para 9,33% no cenário da nova tributação. Mesmo com a redução, o papel mantém uma vantagem considerável em relação aos demais do ranking.
O Banrisul (BRSR6) aparece em seguida, com mediana nominal de 8,75%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), com 7,84%. Empresas como Cemig (CMIG3 e CMIG4), Copasa (CSMG3) e Sanepar (SAPR3, SAPR4 e SAPR11) mantêm medianas entre 5,5% e 7,3% ao longo de cinco anos.
Impacto nos bancos
A elevação da alíquota do imposto reduz o dividend yield líquido dos bancos em cerca de 0,2 ponto percentual, mas não altera a posição relativa das ações do Banrisul (BRSR6) e Banco do Brasil (BBAS3) entre as principais pagadoras de JCP. A Elos Ayta destaca que, embora as mudanças sejam pequenas em termos percentuais, o efeito financeiro é mais significativo em grandes volumes de capital.
Em uma simulação com R$ 100 mil em ações com dividend yield mediano de 7%, por exemplo, o investidor receberia R$ 5.950 líquidos com a alíquota atual de 15%. Com o novo imposto de 17,5%, o valor líquido cairia para R$ 5.775, representando uma diferença de R$ 175 em apenas um ano.
Conclusão
Apesar da mudança na alíquota do Imposto de Renda sobre os JCP, as ações consistentes associadas à geração recorrente de renda continuam liderando o ranking de dividend yield na B3. Setores como bancos, energia elétrica e saneamento mantêm as maiores medianas de retorno ao acionista, mesmo com a elevação da carga tributária. A análise da Elos Ayta destaca que, embora a nova alíquota reduza o retorno líquido para os investidores, a consistência ainda é um fator determinante para se manter no topo da lista de melhores retornos.