Decisão de Galípolo sobre Selic mantém quedas nas taxas de DIs em aberto

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Taxas de DIs caem após declarações de Galípolo

As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) registraram queda nesta quinta-feira, influenciadas pelas declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que reforçou que a decisão sobre a Selic em janeiro ainda não está definida.

No início da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,25%, o que representou uma redução de 1 ponto-base em relação à sessão anterior. Para janeiro de 2031, a taxa era de 13,61%, com queda de 2 pontos-base. Enquanto isso, o rendimento do Treasury de dez anos teve queda de 1 ponto-base, ficando em 4,139%.

Projeções do Banco Central repercutem nos mercados

O Relatório de Política Monetária divulgado pela manhã mostrou que o BC projeta uma inflação de 3,2% em 12 meses para o terceiro trimestre de 2027, um pouco acima da meta de 3% estabelecida pela instituição. Esse período tornou-se chave para o mercado, sendo considerado referência para a política monetária na reunião de janeiro do BC.

Durante coletiva de imprensa, Galípolo e o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, destacaram que as projeções estão sujeitas a incertezas e limitações em um horizonte de 18 meses. Eles reforçaram que o BC visa atingir a meta de inflação de forma contínua.

Mercado atento às incertezas e projeções do BC

Os dirigentes do Banco Central salientaram que as decisões de política monetária são baseadas em dados, sem definições prévias. Galípolo enfatizou que a autarquia segue atenta ao cenário e não há decisões já tomadas para as próximas reuniões. Com essas declarações, as taxas dos DIs se enfraqueceram e as especulações sobre um possível corte da Selic em janeiro se intensificaram.

Cenário político também impacta os mercados

O cenário político nacional também está no radar dos investidores, influenciando as taxas dos DIs. A pesquisa AtlasIntel para a Bloomberg mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026. A candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência gerou estresse político e impulsionou as taxas dos DIs, com uma mudança na precificação que passou a indicar maior probabilidade de manutenção da Selic em 15% em janeiro.

BC eleva projeção para o crescimento do PIB

Além disso, o Banco Central revisou suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2025, a estimativa passou de 2,0% para 2,3%, enquanto para 2026 foi de 1,5% para 1,6%. Esses números também refletem nas expectativas do mercado.

Em um cenário de incertezas políticas e econômicas, as declarações do BC e as projeções para a inflação e o crescimento econômico têm impactado diretamente as taxas de juros futuros, levando os investidores a se manterem atentos e reavaliarem suas estratégias.

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