VAMO3 registra queda de 6% devido a resultados decepcionantes e pressão por custos e alavancagem

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Ações da Vamos (VAMO3) caem 6% com resultados fracos

As ações da locadora de veículos pesados Vamos (VAMO3) registraram forte desvalorização, apresentando queda de 6,37% após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2025. Às 12h32, os papéis eram negociados a R$ 3,53.

A receita líquida da Vamos atingiu R$ 1,5 bilhão, 4% acima do esperado, com o EBITDA de R$ 895 milhões em linha com as estimativas. Por outro lado, o lucro líquido da empresa totalizou R$ 50 milhões, representando uma queda anual de 73%.

Análise dos resultados pela BTG e XP Investimentos

O BTG considerou os resultados da Vamos como fracos em termos absolutos, porém ligeiramente melhores do que o esperado. Já a XP Investimentos apontou que a empresa apresentou resultados fracos conforme o previsto, com destaque para o desempenho positivo na receita, impulsionado pelas vendas de locação e seminovos.

A alavancagem da Vamos recuou para 3,3 vezes dívida líquida/Ebitda, com dívida líquida de R$ 12 bilhões e caixa de R$ 4,6 bilhões. O BTG acredita que a empresa está bem-posicionada para se beneficiar da queda de juros, mantendo a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15. A XP Investimentos também reiterou sua recomendação de compra.

Pontos críticos apontados por Itaú BBA e Genial Investimentos

O Itaú BBA destacou que o cenário continua desafiador para a Vamos, com o programa Sempre Novo apresentando desempenho aquém do esperado. Por outro lado, houve uma redução da dívida líquida, aspecto considerado positivo pelo banco.

Já a Genial Investimentos classificou os números da empresa como fracos, atribuindo a pressão à maior alavancagem e custo financeiro. Os analistas ressaltaram que o avanço das receitas de aluguel e vendas de ativos não foi suficiente para compensar os desafios enfrentados.

Santander aponta margens impactadas e sinais de melhora operacional

O Santander observou que o lucro líquido da Vamos ficou abaixo das estimativas, com as margens de locação sendo pressionadas por maiores despesas operacionais e custos elevados. As margens de seminovos, por sua vez, ficaram próximas de 0%, refletindo o aumento de descontos.

O banco destacou alguns sinais de melhora operacional, como a redução no volume de ativos retomados e o aumento da taxa de utilização da frota. Mantendo a recomendação de compra, o Santander definiu um preço-alvo de R$ 7 para as ações da Vamos.

Em resumo, a Vamos enfrenta desafios em meio a resultados abaixo das expectativas, com pressão em suas margens operacionais e custos financeiros. Apesar disso, algumas melhorias operacionais indicam um cenário de ajustes que podem impactar positivamente a empresa no médio prazo.

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