Economistas analisam perspectivas para 2026
Economistas-chefes da XP e do Banco Inter participaram do evento Onde Investir 2026 para discutir juros, câmbio, inflação e política fiscal. As projeções para o próximo ano indicam algumas melhoras em relação a 2025, mas desafios ainda persistem.
Durante o debate, os especialistas destacaram que 2025 foi um ano marcado por incertezas, levando a taxa de câmbio a patamares elevados e pressionando o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Apesar de algumas incertezas terem sido amenizadas, o cenário econômico continua desafiador.
Selic e expectativas de inflação
Os economistas concordam que o Banco Central desempenhou um papel fundamental para reverter as expectativas de inflação. Há um consenso de que a autoridade monetária poderá iniciar a flexibilização monetária, reduzindo a taxa Selic a partir do primeiro trimestre de 2026. As projeções de corte na taxa de juros divergem entre os especialistas, com previsões para cortes desde janeiro até maio.
Contas públicas em foco
Um ponto de atenção levantado durante o evento foi a preocupação com a saúde das contas públicas, principalmente em um ano eleitoral. Os economistas concordam que o governo precisa atentar para a tendência no quadriênio 2027-2030, visando um controle efetivo de gastos.
Desafios e sugestões para o futuro
Os debatedores discutiram possíveis áreas para corte de gastos, como programas sociais que requerem revisão para garantir maior eficiência. Questões ligadas à política de salário-mínimo e à sustentabilidade das contas públicas também foram abordadas, apontando a necessidade de ajustes para os próximos anos.
Perspectivas para a inflação em 2026
Os especialistas alertam para a possibilidade de risco inflacionário em 2026, devido às transferências de renda do governo que podem incentivar o consumo. A taxa de juros ainda elevada e a previsão de inflação em torno de 4% a 5% indicam um cenário a ser monitorado de perto no próximo ano.
Em suma, as análises dos economistas apontam para um 2026 com alguns sinais de melhora, mas com desafios importantes a serem enfrentados, especialmente no que diz respeito à política fiscal e à condução da inflação.