JPMorgan rebaixa recomendação da TIM para neutro
O banco JPMorgan rebaixou a recomendação da TIM de overweight para equal-weight, o que significa uma exposição igual à média do mercado, considerada neutra. Mesmo com essa mudança, o preço-alvo da ação foi elevado de R$ 24,50 para R$ 26.
O setor móvel brasileiro é destacado pelo banco como possuidor de fundamentos sólidos e um ambiente competitivo saudável. No entanto, o momento atual não oferece um ponto de entrada atrativo para investidores.
TIM continua sendo preferida em relação à Vivo
Mesmo com a recomendação neutra para a TIM, o JPMorgan ainda prefere a empresa em relação à Vivo. Isso se deve às avaliações mais baratas da TIM e à maior exposição ao segmento móvel, considerado mais atrativo do que o de banda larga fixa no país.
Em relação à receita de serviços, a TIM possui 95% da receita proveniente do segmento móvel, enquanto a Vivo tem 69%. Essa diferença mostra que a TIM ainda está em uma posição melhor do que a concorrente.
Estimativas e projeções para a TIM
O JPMorgan ajustou suas estimativas para a TIM, projetando um crescimento de 5,0% na receita de serviços móveis para 2026 e 2027. Além disso, houve uma revisão positiva nas margens do Ebitda ajustado, com expectativa de 51,4% em 2026 e 52,5% em 2027.
Para o último trimestre de 2025, o banco prevê uma ligeira desaceleração no crescimento da receita de serviços móveis, com uma queda de 0,3 ponto percentual na margem em comparação trimestral.
Vivo mantém recomendação e ajusta projeções
Já em relação à Vivo, o JPMorgan manteve a recomendação underweight, abaixo da média do mercado, mas elevou o preço-alvo de R$ 28,50 para R$ 31. O banco incorporou a FiBrasil a partir do quarto trimestre de 2025 em suas projeções.
As estimativas para 2026 mostram um acréscimo no Ebitda, pagamentos de leasing e despesas financeiras. A receita de serviços também teve revisões para cima para os próximos anos.
Perspectivas para o 4T25
No quarto trimestre de 2025, o JPMorgan projeta um crescimento da receita de serviços móveis da Vivo acelerando para 7,2% em comparação anual. A adição líquida de assinantes de FTTH deve continuar forte, com previsão de 220 mil novos clientes.
A receita total de serviços deve crescer 7,8% em relação ao ano anterior, com a expectativa de um Ebitda ajustado de R$ 6,17 bilhões e um lucro líquido (GAAP) de R$ 1,78 bilhão no trimestre.
Conclusão
Apesar dos ajustes nas recomendações e projeções, as empresas do setor de telecomunicações no Brasil ainda são vistas com potencial pelo banco JPMorgan. A TIM e a Vivo seguem em destaque, cada uma com seus pontos fortes e desafios a enfrentar no mercado. Acompanhar o desempenho dessas empresas ao longo dos próximos trimestres pode trazer insights importantes para investidores e analistas do setor.