JPMorgan mantém cautela em projeção para o real em meio a incertezas eleitorais
O JPMorgan optou por manter uma recomendação neutra para o real em relação ao dólar, adiando novas sugestões para o próximo ano. A decisão foi motivada pelo atual cenário político incerto no Brasil, principalmente em meio à corrida eleitoral.
Os analistas do banco destacaram a atratividade do carry trade da moeda brasileira, mas recomendaram uma exposição de baixa volatilidade ao real através de opções, enquanto reavaliarão a situação no próximo ano.
O JPMorgan ressaltou que as tendências de liquidez em dólares para o real costumam ser negativas em dezembro, porém, alertou para possíveis impactos adicionais de mudanças nas tributações de dividendos em 2026.
Os ruídos políticos relacionados às eleições de 2026 têm contribuído para a incerteza do cenário, sendo que a confirmação do apoio de Jair Bolsonaro à candidatura de seu filho Flávio provocou uma desvalorização de cerca de 3% no real em relação ao dólar.
Apesar do aumento do ruído político, os analistas acreditam que as posições compradas em taxas de juros nos níveis atuais apresentam uma relação risco-recompensa favorável, apesar de não descartarem novos episódios de volatilidade.
O mercado espera uma redução dos juros entre 3% e 4,6%, enquanto o JPMorgan aposta em um movimento mais moderado, divergindo das expectativas gerais em torno de uma queda de 2,5% nas taxas.
Em resumo, o JPMorgan prefere adotar uma postura cautelosa diante do atual cenário político-econômico do Brasil, ponderando os possíveis impactos das eleições de 2026 e a volatilidade financeira esperada.