Ibovespa tem leve queda, mas mantém nível acima de 137 mil pontos
Na última terça-feira, o Ibovespa registrou um dia de leve ajuste para baixo, fechando em 137.771,39 pontos, com variação de 0,18%. Após atingir 138 mil pontos na segunda-feira, o índice oscilou entre a mínima de 137.058,48 e a máxima de 138.036,72 durante a sessão. O giro financeiro alcançou R$ 20 bilhões. Na semana, o Ibovespa recuou 0,14%, mantendo um ganho de 3,53% no mês e de 14,54% no ano.
Setores influenciadores do mercado
No mercado de ações, o destaque foi para a queda das ações da Petrobras (PETR3 ON -0,51%, PETR4 PN -0,72%), acompanhando a baixa de mais de 2% do petróleo em Londres e Nova York. Já as ações do setor financeiro apresentaram desempenho misto, com variações que foram de -0,67% (Itaú PN ITUB4) a +1,65% (BB ON BBAS3). Na ponta positiva, estiveram os papéis da Minerva (BEEF3 +3,13%), Pão de Açúcar (PCAR3 +3,12%) e Vibra (+3,11% VBBR3), enquanto no lado oposto apareceram MRV (-3,43%), Raízen (-2,86%) e Yduqs (YDUQ3 -2,45%).
Cenário econômico internacional e nacional
No cenário internacional, as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao Federal Reserve (Fed) continuam sendo acompanhadas de perto pelos investidores. Trump anunciou a destituição de Lisa Cook, diretora do Fed, o que gerou debates jurídicos e econômicos. Por sua vez, a leitura do IPCA-15, divulgada no Brasil, apresentou uma deflação em agosto, menor do que a esperada pelo mercado, impactando as expectativas em relação à política monetária do país.
Reflexos no mercado financeiro
Essas informações influenciaram não só a cotação do dólar, que subiu para R$ 5,43, mas também a movimentação do Ibovespa, que teve um ajuste para cima na curva do DI. A demissão da diretora do Fed trouxe cautela ao mercado global, refletindo no comportamento do dólar e do índice da B3. As incertezas geradas por esse cenário levaram a uma recomposição na curva de juros brasileira, diante da recente leitura da inflação e das notícias internacionais.
Consequências e perspectivas
A demissão de Lisa Cook pelo presidente Trump indica possíveis mudanças no quadro de dirigentes do BC americano, o que, por sua vez, pode ter implicações tanto nos mercados internacionais quanto nos nacionais. A postura mais contundente do presidente dos EUA em relação ao Fed gera expectativas e incertezas quanto aos próximos passos da política econômica.
Diante desse cenário, os agentes econômicos aguardam com atenção os desdobramentos das ações de Trump em relação ao Fed, assim como a evolução da agenda econômica tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. A volatilidade nos mercados tende a persistir diante das incertezas políticas e econômicas que atualmente impactam os investimentos ao redor do mundo.