Ibovespa ensaia rompimento dos 143 mil pontos com Petrobras e Banco do Brasil em destaque

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Ibovespa volta a se aproximar dos 143 mil pontos impulsionado por Petrobras e BB

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou em alta nesta quarta-feira. As ações da Petrobras e do Banco do Brasil foram os principais responsáveis por esse aumento. No entanto, apesar de ter ultrapassado a marca dos 143 mil pontos durante o pregão, o índice fechou abaixo desse valor. Por outro lado, as ações da Embraer tiveram desempenho negativo, mesmo após anúncio de um pedido firme de 50 jatos.

Durante o dia, os investidores também repercutiram a deflação registrada pelo IPCA, índice de inflação oficial do país, pela primeira vez em um ano. Mesmo que a queda tenha sido ligeiramente menor do que o previsto pelos economistas, a composição dos dados trouxe algumas preocupações em relação ao cenário econômico futuro. Além disso, os investidores também mantiveram atenção nas notícias de Brasília.

Ibovespa atinge 142.348,70 pontos com volume financeiro de R$18,8 bilhões

O Ibovespa alcançou os 142.348,70 pontos, com uma alta de 0,52%. Durante o pregão, chegou a atingir a marca de 143.181,59 pontos, próxima do recorde histórico registrado no dia 5 de setembro. Já o volume financeiro totalizou R$18,8 bilhões, novamente abaixo da média diária do ano, que é de R$23,7 bilhões. No mês de setembro, a média está em R$18,2 bilhões, mostrando que ainda há cautela por parte dos investidores em assumir posições mais agressivas na bolsa.

O fluxo de capital estrangeiro também se manteve negativo nos primeiros dias de setembro, com as vendas superando as compras em R$1,2 bilhão até o dia 8.

IPCA registra deflação em agosto e desacelera para 5,13% em 12 meses

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma deflação de 0,11% em agosto, após registrar alta de 0,26% em julho. No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou para 5,13%, ante 5,23% no mês anterior. As estimativas compiladas pela Reuters indicavam uma deflação de 0,15% em agosto e uma alta de 5,09% em 12 meses.

Os economistas do Bank of America avaliaram que a composição do IPCA não foi positiva para a perspectiva da inflação. No entanto, mantiveram a previsão de IPCA em 5% para 2025 e em 4% para 2026. Além disso, afirmaram que o Banco Central deve começar a reduzir a taxa Selic em dezembro deste ano, com um corte de 0,50 ponto percentual.

Destaques do mercado acionário brasileiro

– **Banco do Brasil (BBAS3):** Valorização de 3,04%, sendo o destaque entre os bancos do Ibovespa. A ação ainda está distante das máximas registradas em maio.
– **Petrobras (PETR4 e PETR3):** As ações da Petrobras avançaram, impulsionadas pelos preços do petróleo no mercado internacional. Investidores continuam especulando eventuais mudanças no plano de negócios da companhia.
– **Embraer (EMBR3):** Fechou com queda de 1,6% após anunciar um pedido firme de 50 jatos E195-E2.
– **Vale (VALE3):** Alta de 0,69% depois de anunciar um investimento menor no segmento de metais para transição energética.
– **Magazine Luiza (MGLU3):** Fechou em alta de 3,7%, mantendo a trajetória positiva em setembro.
– **MRV&CO (MRVE3):** Recuou 4,83% após seis altas consecutivas.
– **Braskem (BRKM5):** Caiu 3,69% pelo segundo pregão consecutivo.

No mercado internacional, o S&P 500 renovou máximas, impulsionado pelos dados de inflação nos Estados Unidos que sinalizam um possível corte de juros pelo Federal Reserve.

O cenário econômico nacional e internacional continua influenciando as decisões dos investidores, que permanecem atentos aos desdobramentos políticos e econômicos para direcionar suas estratégias na bolsa de valores.

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