Goldman Sachs aposta: Construtoras de baixa renda continuarão em ascensão na Bolsa?

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Construtoras de baixa renda ainda têm fôlego na Bolsa, segundo o Goldman Sachs

O setor imobiliário teve um desempenho robusto em 2025, com alta média de cerca de 90%, enquanto o Ibovespa avançou 30%. Mesmo assim, o Goldman Sachs acredita que as construtoras voltadas à baixa renda ainda têm potencial de crescimento. O banco iniciou a cobertura das empresas Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) com recomendação de compra, mantendo Direcional (DIRR3) em compra e MRV (MRVE3) em neutro.

O aumento do financiamento habitacional através do programa Minha Casa, Minha Vida é apontado como o principal impulsionador desse desempenho. Com um orçamento que saltou de R$ 66 bilhões em 2022 para R$ 146 bilhões em 2025, e a expectativa de permanecer acima de R$ 150 bilhões nos próximos anos, o cenário favorable tende a impulsionar as vendas, especialmente das empresas recomendadas para compra.

O Goldman Sachs ressalta que as construtoras recomendadas para compra ainda estão com valuations atrativos em relação ao crescimento esperado do lucro líquido. Enquanto a Tenda é vista como uma história de recuperação, com expectativa de crescimento acelerado de receita e lucro, a Cury é considerada uma das melhores do setor, com foco nas faixas superiores da baixa renda em São Paulo e Rio de Janeiro.

O banco também apontou que, nos três meses que antecederam os últimos ciclos de corte de juros, ações de construtoras brasileiras subiram em média 50%, superando significativamente o Ibovespa, que avançou 15%. No entanto, as empresas de média e alta renda costumam performar melhor nesses momentos do que as de baixa renda.

Com projeções de crescimento entre 25% e 30% para o lucro líquido de Tenda, Cury e Direcional em 2026, sustentadas por vendas em níveis elevados, o panorama positivo se mantém. A Tenda, por exemplo, deve ter um crescimento anual de receita e lucro de 28% e 13% em 2026, respectivamente, e de 31% e 31% em 2027.

No caso da MRV, apesar da elevação das estimativas devido ao cenário favorável do MCMV, o Goldman Sachs manteve recomendação neutra, considerando que a empresa possui um retorno sobre patrimônio abaixo dos pares e uma alavancagem elevada.

Em resumo, a análise do Goldman Sachs aponta para um cenário favorável para as construtoras voltadas à baixa renda, impulsionadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida e pelas expectativas de crescimento do setor. A recomendação de compra para Tenda e Cury, juntamente com as perspectivas de crescimento para as empresas do setor, reforçam a visão positiva do banco em relação a essas companhias.

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