Copasa (CSMG3) avança com decisão favorável sobre tarifas e possibilidade de privatização em destaque

Estimated read time 2 min read

Copasa (CSMG3) sobe com revisão tarifária positiva e possibilidade de privatização

A Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (ARSAE-MG) divulgou os números finais da renegociação tarifária da Copasa (CSMG3), impactando as tarifas de 2026. Com isso, as ações da estatal mineira subiram 1,26% para R$ 43,41.

Uma das mudanças significativas foi a aprovação da alteração na metodologia do WACC, que passa a considerar uma remuneração regulatória bruta de impostos, permitindo à empresa capturar os benefícios fiscais do JCP. Esse movimento é visto como um avanço que aumenta a eficiência da remuneração do capital e sustenta a criação de valor ao longo do ciclo tarifário.

Além disso, a Copasa divulgou um novo plano plurianual de investimentos, o capex, prevendo investimentos de R$ 21 bilhões no período de 2026 a 2030, um valor acima das expectativas do mercado. Com essas informações, o Itaú BBA estima um potencial de valorização de cerca de 10% em relação ao preço-alvo, mantendo recomendação de compra e preço-alvo de R$ 43,23.

O Bradesco BBI aponta que a Copasa está caminhando para a privatização, e conseguir uma revisão tarifária justa é fundamental para maximizar o valor da empresa antes desse processo. Os analistas do banco esperam que o Governo de Minas Gerais venda cerca de 45% da Copasa, mantendo 5%.

Para o final de 2026, o Bradesco BBI estabelece um preço-alvo de R$ 56,0 por ação, mantendo recomendação neutra para CSMG3. O banco ressalta que seu modelo e projeções já refletem as melhorias confirmadas pela revisão tarifária.

Em relação à curva de compartilhamento de eficiência de despesas operacionais que ainda está pendente, o Bradesco BBI espera que seja confirmada em breve como parte do novo acordo de concessão em Belo Horizonte. Não são previstas mudanças relevantes nas estimativas do banco.

A visão positiva para a Copasa se mantém, com a assinatura do acordo de concessão em Belo Horizonte sendo vista como a última grande redução de risco antes do processo de privatização, previsto para abril de 2026. A expectativa é de que a empresa continue apresentando resultados positivos, impulsionados pela revisão tarifária e pelos planos robustos de investimento divulgados.

Social

Você Pode Gostar