Citi reduz recomendação para ações do BB após resultado do 3T; expectativa é de recuperação lenta

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Citi rebaixa ações do Banco do Brasil para neutro após resultados do 3T25

Após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025, o Citi decidiu rebaixar a recomendação para as ações do Banco do Brasil (BBAS3) de compra para neutro. O preço-alvo também foi reduzido, passando de R$ 29 para R$ 23. Essa decisão foi motivada pela revisão de guidance do BB, especialmente devido ao aumento das despesas com provisões.

O 3T25 foi considerado operacionalmente fraco e preocupante para a qualidade dos ativos, com o índice de cobertura caindo mesmo com a elevação das provisões. Além disso, a qualidade dos ativos de pessoas físicas, como cartões de crédito, também se deteriorou durante o período analisado.

Apesar da medida provisória que possibilita a renegociação de dívidas rurais, os pedidos de recuperação judicial continuam em alta, mantendo a inadimplência em níveis elevados. Isso contribui para a baixa visibilidade dos próximos trimestres e deixa em xeque a capacidade do banco de melhorar seus resultados a curto prazo.

Impacto das renegociações e projeções para o BB em 2026

Os analistas acreditam que a recuperação do Banco do Brasil deve demorar mais tempo do que o esperado, já que os efeitos positivos das renegociações de empréstimos rurais não devem contribuir significativamente para a rentabilidade da instituição no próximo ano.

Atualmente, as ações da BBAS3 estão sendo negociadas a 0,7 vezes o P/BV (Price to Book Value) e, de acordo com projeções, o ROE (Retorno sobre o patrimônio líquido) para 2026 é estimado em 12,5%. Diante desse cenário, o Citi avalia que o preço das ações está justo e recomenda que os investidores mantenham uma posição neutra em relação aos papéis do Banco do Brasil.

Resultados do terceiro trimestre e perspectivas para o BB

No terceiro trimestre de 2025, o Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 3,785 bilhões, representando uma queda de 60,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em relação ao trimestre anterior, o resultado permaneceu estável.

O ROE fechou o terceiro trimestre em 8,4%, mantendo-se no menor nível desde 2016. Esses números refletem o desafio que o Banco do Brasil enfrenta em manter sua rentabilidade diante do cenário econômico e das condições do mercado.

Diante desses dados e projeções, a recomendação neutra do Citi para as ações do BBAS3 reflete a incerteza e a expectativa de um período mais desafiador para o Banco do Brasil, que precisa lidar com a inadimplência, as renegociações de dívidas rurais e a pressão sobre seus resultados financeiros. A cautela dos investidores continua presente diante da perspectiva de uma recuperação que pode demorar mais do que o esperado.

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