Citi mantém recomendação neutra para ações da Petrobras
Analistas do Citi reiteraram a recomendação neutra para as ações da Petrobras, mantendo o preço-alvo em R$ 35, equivalentes a US$ 12,50 para os ADRs negociados nos Estados Unidos. Apesar da possibilidade de a empresa se destacar entre as ações brasileiras devido ao anúncio resiliente de dividendos, o Citi aponta que talvez não seja a melhor escolha para exposição a uma possível tese de “trade” eleitoral.
Possível corte em previsão de desembolsos de capex
Os analistas acreditam que a melhora na produção da Petrobras pode compensar parcialmente uma possível queda nos preços do petróleo. No entanto, identificam como negativo o aumento nos desembolsos de capex previstos para 2025. Há expectativa de que a empresa anuncie uma redução na projeção de capex para 2026, visando evitar um aumento significativo na alavancagem em um cenário de preços mais baixos do petróleo.
Revisão de projeções para a estatal
Diante desse cenário, o Citi revisou suas estimativas para a Petrobras, prevendo um lucro líquido de US$ 16,559 bilhões em 2025 e de US$ 14,469 bilhões em 2026. Esses valores representam uma revisão para baixo em relação às projeções anteriores. A Petrobras reportou um lucro líquido de R$ 26,65 bilhões no segundo trimestre, impulsionado pelo aumento na produção de petróleo, apesar do recuo nos preços do petróleo Brent no mercado global.
Posição vendida na Petrobras pela Vista Capital
Na contramão da recomendação neutra do Citi, a equipe da Vista Capital revelou estar com posição vendida nas ações da Petrobras, após seis anos como acionista. Eles apontam sinais de deterioração na governança da empresa e investimentos questionáveis, como a expansão em GLP, ressaltando a ausência de margem de segurança como fator relevante.
Desafios e cenário para a Petrobras
Para a Vista Capital, mesmo uma eventual vitória de centro-direita em 2026 não resolveria as fragilidades da Petrobras, devido à exposição crescente ao câmbio e ao baixo desconto de governança. Considerando a atual conjuntura de incerteza em relação ao preço do petróleo e os compromissos financeiros elevados da empresa, a equipe destaca a necessidade de uma margem de segurança substancialmente maior.
Desempenho das ações da Petrobras
As ações preferenciais da Petrobras apresentaram queda de 0,75%, cotadas a R$ 30,57, na B3, enquanto as ordinárias recuaram 0,6%, a R$ 32,90. No acumulado do ano, as ações registram baixas de cerca de 11% e 12%, respectivamente. Acompanhando a análise do Citi e da Vista Capital, o cenário para a Petrobras apresenta desafios e incertezas no curto e médio prazo.