Dólar em queda com impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos
Nesta sexta-feira, o dólar à vista teve queda em relação ao real, com investidores atentos ao impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos. O mercado também monitora a possibilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve.
Na manhã de hoje, o dólar à vista estava sendo negociado a R$ 5,416 na venda, com variação de 0,13%. Já o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,21%, chegando a R$ 5,460 na venda.
Presidentes dos EUA e da Rússia discutirão cessar-fogo na Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, irão se reunir para discutir um possível cessar-fogo na Ucrânia. Essa situação impacta diretamente as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Internamente, o vice-presidente e ministro da Indústria Geraldo Alckmin defendeu o diálogo com os EUA após encontro com o encarregado de Negócios da Embaixada americana, Gabriel Escobar.
Dólar comercial e turismo têm cotações distintas
Enquanto o dólar comercial era cotado a R$ 5,415 para compra e R$ 5,416 para venda, o dólar turismo apresentou valores diferente, com compra a R$ 5,528 e venda a R$ 5,708.
O Banco Central realizará um leilão de até 35.000 contratos de swap cambial tradicional para rolar o vencimento de 1º de setembro de 2025.
Incertezas no mercado doméstico em relação ao comércio entre Brasil e EUA
O impasse entre Brasil e Estados Unidos tem sido um tema recorrente no mercado, com a entrada em vigor de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Apesar disso, houve exclusão de alguns produtos brasileiros da taxa punitiva, como energia, aeronaves e suco de laranja.
Os agentes financeiros têm acompanhado de perto as tentativas do governo brasileiro de negociar com Washington, enquanto aguardam avanços nas conversas entre os dois países.
Expectativas para o cenário externo e interno
Os investidores aguardam o anúncio de um plano de contingência do governo brasileiro para auxiliar empresas e setores impactados pelas taxações dos EUA. É estimado que o governo destine cerca de R$30 bilhões em crédito com condições especiais para dar suporte às empresas nacionais afetadas.
No cenário externo, as atenções também estão voltadas para a política comercial dos Estados Unidos e a possibilidade de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve a partir de setembro. A indicação de um novo membro para a diretoria do Fed também tem sido acompanhada de perto.
Perspectivas para o dólar e a economia global
Durante a semana, as expectativas de cortes na taxa de juros pelo banco central dos EUA influenciaram as movimentações das moedas, incluindo o real. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana em relação a outras divisas, estava em alta.
A nomeação do presidente do Conselho de Assessores Econômicos, Stephen Miran, para a diretoria do Fed também impactou as negociações. Trump afirmou que Miran permanecerá no cargo até janeiro, após a renúncia da diretora Adriana Kugler na semana anterior.