Bradesco BBI destaca resultados acima do esperado no 2T25
O Bradesco BBI divulgou que a temporada de resultados do segundo trimestre de 2025 surpreendeu de forma positiva em diversos setores, mantendo a recomendação overweight para ações brasileiras. O banco realizou mudanças em seu portfólio na América Latina, acrescentando a Motiva (MOTV3) e retirando a Energisa (ENGI11), devido a possíveis impactos em seu valor presente líquido.
Segundo o relatório do Bradesco BBI, o Brasil é considerado a principal aposta por país, com um portfólio equilibrado focado em ações sensíveis a juros, mercado de capitais e empresas estatais.
Resultados do 2T25 superam expectativas
O lucro consolidado das empresas do Ibovespa no segundo trimestre de 2025 registrou alta de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as estimativas em 17%. Setores como Food Retail & Consumer, Real Estate, Materiais e Energia obtiveram as maiores surpresas positivas. Mesmo com resultados acima do esperado, o Bradesco BBI destacou que nem sempre os investidores recompensaram as empresas, como no caso de Klabin, Vale, Embraer e Porto Seguro.
Sinais de desaceleração econômica no horizonte
Após um primeiro semestre de 2025 marcado por resultados fortes, indicadores recentes apontam para uma desaceleração mais ampla da economia, já afetada pelos juros reais elevados. O Bradesco BBI revisou para baixo as projeções de crescimento, indicando uma desaceleração significativa nos próximos trimestres, o que poderá pressionar as estimativas de lucro focadas no mercado doméstico.
Perspectivas dos investidores e cenário global
Mesmo com o desempenho abaixo de mercados emergentes desde julho, os investidores locais mantêm um tom construtivo em relação às ações brasileiras. Acreditam que o país poderá se beneficiar em um cenário global de aterrissagem suave da economia dos EUA, dólar mais fraco e diversificação de fluxos.
O Bradesco BBI destaca que esse otimismo dos investidores é em decorrência da valorização do dólar e da redução de fluxos para emergentes, e não por fatores específicos do Brasil. A instituição financeira aponta utilities cíclicas e pagadoras de dividendos entre as preferências dos investidores, que conciliam carregamento e dividendos com exposição aos catalisadores esperados para o restante do ano.