Heineken lidera aumento de preços, Ambev segue reajustando cerveja no Brasil

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Preços da cerveja sofrem aumento no Brasil

Os preços da cerveja estão em alta no Brasil, impulsionados pelos reajustes realizados pela Heineken, que elevou em média 6% o valor de seus produtos no país. Em resposta a essa movimentação, a Ambev também ajustou seus preços, com um aumento médio de 3,3%.

Análise do Bank of America

Um relatório especial do Bank of America acompanhou cerca de 1.500 amostras de preços diariamente em 19 marcas de cerveja, tanto em estabelecimentos como bares e restaurantes, quanto em comércios como supermercados e pequenas lojas. De acordo com os analistas, a Heineken e a Ambev seguiam estratégias distintas, com a primeira reduzindo preços no segundo trimestre e a segunda reajustando valores em abril e maio.

Disputa no mercado de cervejas

A Heineken passou a subir os preços em julho, aumentando a inflação da cerveja, que acelerou de 0,14% em junho para 0,29% em julho. Essa variação foi superior à inflação geral, que se manteve em 0,26%. A disputa entre marcas premium também trouxe mudanças, com a Heineken elevando os preços de sua cerveja principal em 3,4% entre junho e agosto.

Cenário atual das marcas

A Heineken, no segmento de marcas de maior volume, registrou alta de 7,5% com a Amstel. Já a Ambev aumentou os preços da Budweiser e da Spaten em dígito baixo. Enquanto isso, a Skol teve um leve aumento, a Brahma se manteve estável e a Devassa da Heineken avançou em dois dígitos.

Expectativas para o mercado de cervejas

O Bank of America mantém uma visão neutra sobre as ações da Ambev, prevendo um segundo semestre marcado por um consumo mais moderado, custos em alta e concorrência acirrada. As ações da companhia são negociadas a 11,8 vezes o preço sobre lucro esperado para 2026, enquanto as da Anheuser-Busch InBev (ABI) estão em 13,3 vezes, com uma diferença abaixo da média histórica de desconto de 20%.

Conclusão

Com os reajustes das principais marcas de cerveja no mercado brasileiro, a competição ganha novos contornos, com a Heineken liderando os aumentos de preços e a Ambev respondendo com ajustes em sua política de valores. A análise do Bank of America aponta para um cenário de maior competição e desafios para as empresas do setor, o que pode impactar o mercado nos próximos meses.

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