Alpargatas supera controvérsia em sua publicidade e recupera valor de mercado.

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Ações da Alpargatas se recuperam após polêmica de propaganda

As ações da Alpargatas (ALPA4; ALPA3) apresentaram uma recuperação nesta terça-feira (23), revertendo as perdas causadas pela polêmica envolvendo uma campanha de fim de ano da marca Havaianas. A repercussão negativa desencadeada pelo chamado de boicote feito pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro nas redes sociais resultou em quedas nas ações no dia anterior.

Por volta das 13h10, as ações preferenciais (ALPA4) registraram um aumento de 3,41%, alcançando R$ 11,83, enquanto as ações ordinárias (ALPA3) apresentaram um salto de 5,16%, chegando a R$ 10,60. Esses números representam uma recuperação significativa em relação às quedas do pregão anterior, quando as ações ALPA4 encerraram o dia com uma baixa de 2,39%, atingindo R$ 11,44, e ALPA3 caiu 1,66%, chegando a R$ 10,08.

Recuperação do valor de mercado da Alpargatas

A Elos Ayta Consultoria apontou que as perdas nas ações da Alpargatas na segunda-feira (22) resultaram em uma redução de aproximadamente R$ 152 milhões no valor de mercado da empresa. No entanto, com a valorização das ações nesta terça-feira, o preço das ações da Alpargatas voltou aos patamares do último pregão antes da polêmica, com os papéis ordinários (ALPA3) valendo R$ 10,25 e os preferenciais (ALPA4) a R$ 11,72.

Polêmica envolvendo a campanha da Havaianas com Fernanda Torres

A controvérsia teve início devido a um novo comercial da Havaianas estrelado por Fernanda Torres, que gerou interpretações políticas entre parlamentares e influenciadores conservadores. No vídeo, a atriz faz um jogo de palavras ao sugerir que o ano novo deve começar “com os dois pés”, em referência à entrega pessoal e atitude.

Reações e chamado de boicote

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro divulgou um vídeo nas redes sociais em que descartava um par de Havaianas, afirmando que começaria o ano “com o pé direito, mas não de Havaianas”. Ele interpretou a campanha como ideológica e justificou o boicote, mencionando desapontamento com a escolha da atriz como garota-propaganda.

O deputado Nikolas Ferreira e outros influenciadores de direita também aderiram ao chamado de boicote, criticando a campanha da marca e associando-a a uma posicionamento político. Além disso, a escolha de Fernanda Torres como protagonista do comercial foi considerada simbólica por sua atuação em um filme sobre a ditadura militar no Brasil.

Até o momento, a Havaianas e a Alpargatas, sua controladora, não se pronunciaram oficialmente sobre a controvérsia. A reação expressa nas ações da empresa reflete a sensibilidade do mercado diante de questões que envolvam posicionamento político e ideológico em campanhas publicitárias.

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