XP destaca construtoras de baixa renda em relatório
A XP Investimentos divulgou um novo relatório destacando o cenário positivo para as construtoras do segmento de baixa renda, mantendo a predileção pela Cury (CURY3) e identificando três histórias distintas entre as empresas analisadas.
A Cury teve seu preço-alvo elevado para R$ 49,00 até o final de 2026, representando um aumento significativo em relação à avaliação anterior. A empresa se destaca pelo histórico de crescimento, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) projetada de 41% entre 2020-2025, além da expectativa de crescimento no pagamento de dividendos para os próximos anos, chegando a 17% de rendimento em 2028.
Já a Direcional também apresenta uma tese de retorno de capital imediato, com potencial para se tornar uma grande pagadora de dividendos. O preço-alvo para ambas as companhias foi elevado para o final de 2026, indicando um cenário favorável para investidores.
A XP Investimentos ressalta que, apesar das diferenças entre Cury e Direcional, o cenário é promissor para todas as construtoras acompanhadas. Com a proximidade das eleições e a clareza no cenário macroeconômico, Plano, Tenda e MRV (MRVE3) também apresentam potencial de valorização.
Os analistas destacam o crescimento mais forte de receita esperado para Tenda e Plano, com sinais de que ambas começarão a devolver mais capital aos acionistas em um prazo de 2-3 anos. Os preços-alvo para Tenda e Plano foram atualizados, refletindo as expectativas de mercado em relação ao desempenho das empresas.
No geral, as condições para o setor de construção voltado para baixa renda são consideradas favoráveis pela XP Investimentos. O orçamento habitacional do FGTS permanece elevado para os próximos anos, com previsão de atingir R$ 144 bilhões em 2026, o que impulsiona os investimentos na construção de moradias.
Apesar do crescimento no custo da construção civil ser apontado como um risco para o setor, as empresas têm se preparado para lidar com essa questão. A demanda por moradias segue relevante no mercado e a competição entre as construtoras é considerada frágil, mantendo um momentum positivo para as empresas do segmento de baixa renda.
Em suma, a análise da XP destaca o potencial de valorização das construtoras de baixa renda, com diferentes histórias e cenários, mas um panorama positivo para o setor como um todo.