A XP Investimentos ressalta a dominância de fatores globais no desempenho recente das ações brasileiras, apontando que o rali do país tem sido impulsionado por esses elementos em detrimento dos fatores domésticos. A visão é de que o mercado acionário brasileiro representa um "trade global".
Em 2025, os mercados emergentes superaram as ações dos EUA, com o MSCI EM e o MSCI LatAm subindo 33,6% e 45,0%, respectivamente, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq registraram altas menores, de 16,3% e 23,1%. No mesmo período, o Ibovespa cresceu 24,5% em reais e 42,7% em dólares.
A XP destaca que, até setembro, a maior parte do retorno do Ibovespa foi explicada pela expansão de múltiplos, enquanto o crescimento de lucros teve contribuição negativa. A compressão do prêmio de risco das ações também ocorreu sem a queda nas taxas de juros reais de longo prazo.
Os investidores estrangeiros desempenharam um papel crucial no mercado acionário brasileiro em 2025, com entradas líquidas de R$ 25,1 bilhões. A XP aponta que saídas de fluxos estrangeiros coincidiram com correções do índice.
A projeção da XP para o Ibovespa em 2026 é de 170 mil pontos, um avanço de 13,7% em relação ao fechamento de outubro. O otimismo se baseia no novo cenário macroeconômico com o término do ciclo de contração monetária e a desaceleração da inflação, além da proximidade das eleições de 2026, que pode aumentar a volatilidade e o interesse por ações.
Em meio a um ambiente de incertezas políticas e econômicas, a XP reforça a sua visão positiva em relação ao mercado acionário brasileiro, destacando os fundamentos sólidos das empresas do país e o contexto global favorável para investimentos em mercados emergentes.
Assim, a XP Investimentos projeta que o Ibovespa continuará a se beneficiar de fatores globais e locais, mantendo a tendência de crescimento e sustentando o otimismo em relação ao mercado acionário brasileiro nos próximos anos.
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