WEG (WEGE3): JPMorgan rebaixa ações para neutra e reduz preço-alvo após resultados

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De acordo com os analistas, o rebaixamento ocorre após um balanço abaixo e uma consequente revisão para baixo no lucro por ação

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Lara Rizério

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26/02/2026 08h31 •

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WEG (Foto: Divulgação)

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O JPMorgan atualizou suas estimativas para a WEG (WEGE3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) e rebaixou a recomendação de overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para neutra. O preço-alvo foi levemente reduzido, de R$ 50 para R$ 49, ou um valor 2,25% menor em relação ao último fechamento.

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De acordo com os analistas, o rebaixamento ocorre após um balanço abaixo e uma consequente revisão para baixo de 4/5% no LPA (Lucro por Ação) para 2026/2027, o que também reflete um real mais forte do que o esperado, a R$ 5,40 para o final do ano, contra R$ 5,65 anteriormente e comparado ao nível à vista de R$ 5,12. Como resultado, os números agora estão 4/5% abaixo do consenso para o LPA em 2026/2027.

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Considerando as suas novas estimativas, o JPMorgan vê a WEG sendo negociada a 21,6x/18,3x a relação EV/Ebitda (valor da firma/lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para 2026/2027 e 31,4x/26,6x a relação P/L (Preço/Lucro) para 2026/2027, representando um prêmio de aproximadamente 22% sobre seu nível histórico (15 anos considerando os P/Ls).

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Além disso, o banco vê a WEG como uma ação defensiva, dada sua exposição aos mercados internacionais. “Portanto, não é o melhor veículo para jogar os próximos eventos macroeconômicos no Brasil (ciclo de flexibilização e eleições)”, aponta.

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Apesar do rebaixamento, os analistas do banco continuam a ver a WEG como uma empresa de alta qualidade com diversas vias de crescimento – transformadores, BESS (Battery Energy Storage System, ou solução de armazenamento de energia elétrica em baterias, síncronos, entre outros) – dada sua exposição às tendências de eletrificação.

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A WEG, na visão do banco, segue sendo negociada com múltiplos elevados, mesmo diante de um crescimento que ainda não retornou aos patamares históricos, segundo análise do JPMorgan. A casa destaca que, com base no consenso de estimativas para os próximos 12 meses, as ações da companhia são precificadas a cerca de 20,9 vezes EV/EBITDA e 29,3 vezes P/L — valores que representam prêmios de aproximadamente 4% e 22%, respectivamente, em relação às médias históricas.

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Esse desempenho reforça, segundo o banco, uma visão mais cautelosa sobre o papel, já que a expansão dos resultados não acompanha o nível de valorização observado.

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Apesar disso, o JPMorgan ressalta que a elevação do valuation do setor de bens de capital ao longo do último ano acabou reduzindo o diferencial tradicional de WEG frente aos pares internacionais. Atualmente, a companhia negocia com um prêmio de cerca de 40% no EV/Ebitda — bem abaixo da média histórica de 80% a 90% nos períodos de cinco e quinze anos. O mesmo movimento aparece no múltiplo P/L, em que o prêmio atual, de 30%, compara-se a níveis históricos de 55% a 60%.

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Quando comparada a gigantes globais da indústria, como ABB, Schneider Electric, Siemens, Emerson e Eaton, a WEG permanece entre os nomes mais caros do grupo. Para 2026, a empresa negocia a 21,6 vezes EV/Ebitda, valor que representa um prêmio de 16% em relação aos pares. No múltiplo preço/lucro, a avaliação para 2026 chega a 31,4 vezes, novamente posicionando a companhia como a mais cara do conjunto, com prêmio de 20%.

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A análise do JPMorgan também utiliza uma regressão entre EV/Ebitdae crescimento de EBITDA para estimar o múltiplo “justo” da companhia. Nesse exercício, a WEG deveria estar sendo negociada a 18,3 vezes EV/Ebitda, o que implicaria uma contração de cerca de 15% em relação ao nível atual.

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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