A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) aplicou uma multa de R$ 22,7 milhões à Sabesp, devido a um vazamento de esgoto no Rio Pinheiros, na última sexta-feira. O problema ocorreu por falha nas bombas da Estação Elevatória de Pinheiros, afetando moradores da região.
A Sabesp terá 15 dias para apresentar defesa após a autuação, e a agência analisará os argumentos antes de emitir uma decisão. Para solucionar o incidente, a companhia está realizando manutenção nas bombas defeituosas e pretende instalar quatro equipamentos auxiliares na estação elevatória.
Os equipamentos adicionais devem entrar em operação em até 20 dias, enquanto a empresa destinou R$ 20 milhões para a renovação completa da estação, com previsão de novas peças importadas e operando no primeiro semestre de 2026. A Sabesp alega que a falta de investimento em manutenção resultou em falhas nas bombas, que estavam em operação há cinco anos além de sua vida útil.
No mês passado, a Sabesp também foi multada em R$ 5 mil pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, por outro vazamento na Represa do Guarapiranga. A empresa admitiu o problema, classificando-o como isolado, e tomou medidas para evitar recorrências.
Após o incidente, o Ministério Público Estadual iniciou uma investigação e exigiu da Sabesp um cronograma para realização de obras visando prevenir novos vazamentos. Em resposta, a companhia anunciou um plano para universalizar o saneamento na área da represa, com instalação de 23 novas estações elevatórias e 650 km de redes para 90 mil imóveis, num investimento total de R$ 2,57 bilhões até 2029.
A gestão da Sabesp enfatizou que nos últimos anos, a prioridade de investimento foi na melhoria do abastecimento de água, resultando na postergação da manutenção das bombas de esgoto. A desestatização da empresa completou um ano recentemente.
Essas multas recentes chamam atenção para a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura para garantir o tratamento e disposição adequada dos resíduos, evitando danos ao meio ambiente e à saúde da população. Além disso, ressaltam a importância do cumprimento rigoroso das normas ambientais e dos planos de ação para evitar vazamentos e impactos negativos nas reservas de água e nos ecossistemas.
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