O dólar encerrou a segunda-feira em alta frente ao real, mesmo com a tendência de queda da moeda norte-americana em relação a outras divisas no cenário internacional. A cotação do dólar à vista BRBY subiu 0,47%, atingindo R$ 5,3606 na venda, enquanto no acumulado do ano registra uma queda de 13,24%.
No mercado futuro, o contrato de dólar para janeiro teve uma alta de 0,42% na B3, chegando a R$ 5,3930. Na sessão anterior, o dólar à vista havia fechado em baixa de 0,31%, negociado a R$ 5,3353.
Enquanto o dólar operava em declínio em relação a diversas moedas estrangeiras, o cenário interno brasileiro seguia uma tendência oposta. Analistas atribuíram a alta da moeda no país ao fluxo tradicional de saída de recursos em dezembro, com empresas e fundos enviando dólares ao exterior.
O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, sinalizou a possibilidade de aumento dos juros no país asiático, influenciando a queda do dólar em comparação com o iene. No Brasil, apesar da tentativa de alinhamento com os movimentos externos, o dólar registrou alta ao longo do dia.
A comunicação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento da XP Investimentos, também influenciou as negociações. Ele abordou a questão da política monetária e mencionou a manutenção da Selic em níveis restritivos. Enquanto isso, o mercado debate o início de um possível ciclo de redução de juros pelo BC brasileiro.
Segundo o boletim Focus do Banco Central, a projeção para a Selic se mantém em 15% para o final deste ano e em 12% para o próximo. Já a expectativa para o dólar ao término de 2025 permanece em R$ 5,40 e para 2026 em R$ 5,50.
No mercado financeiro, o Banco Central realizou a venda de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem de vencimento. Enquanto isso, no cenário internacional, o índice do dólar apresentava uma queda de 0,03%, cotado a 99,412 em relação a uma cesta de seis moedas.
Apesar das oscilações no mercado cambial, as expectativas em relação à política monetária interna e eventos globais continuam influenciando as negociações. O dólar segue em destaque, sendo impactado por movimentos locais e internacionais que moldam o cenário econômico atual.
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