O ouro atingiu um novo patamar histórico, chegando perto dos US$ 4.000 por onça, impulsionado pela expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos e a paralisação prolongada do governo federal, que tem aumentado a procura pelo metal.
Com um avanço de até 2,2%, o preço chegou a US$ 3.970 por onça no início da semana, marcando sete semanas consecutivas de valorização e um aumento de mais de 50% no ano. Os fundos negociados em bolsa (ETFs) lastreados em ouro também têm observado uma significativa entrada de recursos.
A paralisação do governo americano tem impactado a divulgação de dados econômicos, tornando o cenário ainda mais incerto. Sem indicadores oficiais disponíveis, investidores têm recorrido a relatórios privados, enquanto o Federal Reserve encontra dificuldades para avaliar as condições da economia.
Com previsões de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros neste mês, o ouro tem sido favorecido, já que o metal não oferece rendimento. Operadores de opções também têm apostado em altas contínuas, com um investidor adquirindo calls de US$ 370 equivalentes a mais de 26 milhões de ações.
Em 2025, o ouro tem registrado uma trajetória de alta, impulsionada não só pela demanda de bancos centrais em busca de diversificação em relação ao dólar, mas também pelas incertezas econômicas e geopolíticas, somadas aos cortes de juros do Fed.
Investidores têm buscado refúgio em ativos como ouro, prata e Bitcoin, em meio a uma tendência conhecida como “debasement trade”, alimentada pela preocupação com as moedas fiduciárias.
O fluxo de investidores individuais para ETFs de ouro tem contribuído para a escalada dos preços, com um aumento significativo nas posições registradas ao longo do ano, mantendo a tendência positiva nos primeiros dias de outubro.
Às 13h19 em Nova York, o ouro estava sendo cotado a US$ 3.956,45, representando um aumento de 1,8%. O Bloomberg Dollar Spot Index avançava 0,3%, enquanto prata, platina e paládio também registravam alta.
Analistas acreditam que o cenário continua favorável, com projeções de novos cortes de juros por parte do Fed e sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho. No entanto, há indícios de uma possível correção tática no horizonte, considerada uma etapa saudável em meio a um rali prolongado.
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