Vale X Petrobras: qual ação está mais atrativa em meio à forte alta em 2026?

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Ações sobem cerca de 24% no ano e analistas ainda seguem otimistas em sua maioria com os ativos, ainda que com algumas ponderações

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Lara Rizério

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12/02/2026 14h05 •

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Atualizado 11 minutos atrás

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Montagem: InfoMoney

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As duas blue chips de grande destaque do Ibovespa, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3;PETR4), saltam no acumulado do ano de ganhos de 18% na Bolsa brasileira.

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Os ativos da mineradora e os preferenciais da Petrobras (PETR4) acumulam alta de 24% até o fechamento de 11 de fevereiro, enquanto PETR3 avança 27%.

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Neste cenário, as ações das companhias estão atrativas? E se sim, qual está mais?

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Analistas, no geral, estão otimistas com as duas companhias, mas a Petrobras passou a ter mais ponderações com a expectativa de mais gastos – e dividendos mais restritos -, visão de volatilidade com eleições e desconfianças com o petróleo. Já a Vale aparece mais descolada do minério, enquanto analistas ainda veem a ação descontada.

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Confira abaixo as análises da Petrobras e Vale em meio às fortes disparadas em 2026:

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Petrobras (PETR3;PETR4)A maior parte das casas de análise segue de compra para as ações da Petrobras, tanto para os papéis ON e PN quanto para os ADRs (recibo de ações negociados na Bolsa de Nova York) PBR, equivalentes aos PETR3.

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De acordo com compilação da Reuters com analistas, de 8 casas que cobrem PETR3, 6 possuem recomendação de compra e 2 possuem recomendação neutra. Para os ativos PETR4, de 11 casas que cobrem os ativos, 8 possuem recomendação de compra e 3 têm recomendação neutra. Para os ativos PBR, 8 têm visão positiva, de compra, e 6 têm recomendação de manutenção ou equivalente.

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No início de fevereiro, o Bradesco BBI deixou o lado dos “comprados” em Petrobras e passou a ter recomendação neutra para os ativos PETR4, ainda que elevando o preço-alvo de R$ 40 para R$ 45 por ação.

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Após a forte performance das ações no início do ano, o BBI vê agora espaço limitado, assumindo nosso preço estimado de longo prazo para o petróleo (tipo Brent) de US$ 65,00 o barril. “O novo preço-alvo é baseado em um rendimento de dividendos (dividend yield, ou dividendo sobre o preço da ação) justo de 9% para os próximos 5 anos. Além disso, acreditamos que a recente alta do preço do petróleo foi impulsionada, principalmente, por um aumento do prêmio geopolítico, o que pode ser insustentável”, aponta.

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Os analistas continuam vendo fundamentos fracos para apoiar os preços globais do petróleo bruto, impulsionados por um forte aumento na oferta, superando a demanda. Portanto, vê os riscos tendenciosos para baixo no setor.

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“Também destacamos que parece haver falta de gatilhos positivos significativos para micro história específica, embora a Petrobras possa surpreender em termos de produção, a agenda de fusões e aquisições da empresa deve continuar trazendo riscos. Principais riscos para nosso rebaixamento: (i) uma contínua alta nos preços do Brent; (ii) fluxos contínuos para os mercados emergentes; e (iii) alternância nas diretrizes do controlador”, avalia.

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Para a Petrobras, o cenário político/diretrizes (com a eleição ainda incerta entre duas forças políticas) ainda é incerto e deve permanecer assim por um tempo, avalia o BBI. No entanto, essa relação risco x retorno é menos atraente do que costumava ser. Atualmente, vê o rendimento de dividendos da empresa para 2026 em 6,5%, abaixo da média das empresas do setor nos Estados Unidos (7%) e abaixo dos 8% estimados pelo Bradesco BBI para a Vale, por exemplo. “Esse rendimento tornou-se excessivamente apertado, em nossa visão”, conclui.

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O BTG Pactual também tem recomendação neutra para PETR4, com preço-alvo de R$ 40, vendo um balanço apertado, combinado com (1) baixa visibilidade no cenário macropolítico e (2) dividend yield estimado para 2026 de 8%, pouco atrativo para sustentar uma reclassificação fundamentalista.

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Em relatório de revisão para o setor petroleiro, o banco apontou que, embora a produção de petróleo da Petrobras deva atingir cerca de 2,54 milhões de barris por dia em 2026 e alguns investidores acreditem que o dividend yield estimado para 2026 de cerca de 10% justifique manter as ações em um ano eleitoral e mantê-las até que as perspectivas financeiras se tornem mais otimistas, a estimativa da casa é de que a Petrobras terá um fluxo de caixa neutro com o Brent acima de US$ 67/bbl. Portanto, a alavancagem da Petrobras continua a aumentar em seu cenário base de US$ 62/bbl para o Brent, dado o pesado ciclo de investimentos e o fato de que a política de dividendos não corresponde à geração real de caixa (FCFE).

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A preferência do banco no setor é pela PRIO (PRIO3), na mesma linha do Goldman Sachs que, contudo, tem recomendação equivalente à compra para a Petrobras. Do ponto de vista de fundamentos, o Goldman estima que a Petrobras entregue dividend yield entre 9% e 10% em 2026 e 2027, considerando a curva futura do petróleo em torno de US$ 67 e US$ 65 por barril nesses anos.

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Para o Goldman, uma avaliação em torno de 10% de dividend yield é razoável. Caso os preços do petróleo se mantenham nos níveis atuais, a ação pode oferecer esse retorno combinado com possíveis catalisadores, como as eleições nacionais de outubro e surpresas positivas na produção em 2026.

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Na avaliação do Goldman Sachs, o principal risco para esse cenário seria uma queda do petróleo se os prêmios geopolíticos e a fraqueza do dólar diminuírem em um mercado global com excesso de oferta.

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A XP Investimentos, por sua vez, manteve recomendação de compra e elevou o preço-alvo para PETR3/PETR4 de R$ 37 para R$ 47, enquanto o da ADR subiu de US$ 13,50 para US$ 17,40.

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Na avaliação dos analistas, a principal premissa que motivou a revisão é o prêmio de risco de ações exigido na taxa de desconto (13,7% em dólares americanos para as ações).

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“Acreditamos que a Petrobras continuará sendo uma ação com momentum e uma base de valuation razoável (FCFE yield, ou Rendimento do Fluxo de Caixa Livre para o Acionista, de 6,5% com o Brent a US$ 65/bbl para 2026).

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Os principais riscos para a recomendação e preços-alvo são (i) aversão ao risco nos mercados acionários mais amplos, elevando os prêmios de ações exigidos; (ii) preços do petróleo potencialmente mais baixos devido ao abrandamento das tensões geopolíticas e ao desequilíbrio entre oferta e demanda; e (iii) pressão contínua de saída de caixa, reduzindo os rendimentos da Petrobras.

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O Itaú BBA manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 43 para PETR4 e US$ 15,60 para o ADR, mas vendo um potencial de alta mais limitado para os ativos.

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Os analistas ressaltam que o forte desempenho das ações da Petrobras neste ano foi impulsionado principalmente por um aumento significativo na entrada de investimentos estrangeiros, estimulado por um prêmio de risco geopolítico atribuído aos preços do petróleo. Essa dinâmica antecipou um fator macroeconômico favorável que inicialmente o BBA esperava que se materializasse mais tarde no ano, condicionado à evolução do cenário eleitoral.

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Como resultado, com base em sua projeção de preço do petróleo de US$ 60/barril, agora vê um potencial de valorização mais limitado para o nosso preço-alvo, atualmente em torno de 12%, em comparação com o potencial de valorização significativamente maior de 45% que previa para a ação no início do ano.

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Do ponto de vista do retorno de caixa, a reação positiva das ações da Petrobras no acumulado do ano parece justificada, avalia, visto que, em um cenário de preço do petróleo mais próximo de US$ 70/barril do que de US$ 60/barril, a empresa seria capaz de distribuir dividendos de dois dígitos (cerca de 10% em 2026) sem a necessidade de um aumento significativo da alavancagem.

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Em comparação com as principais petroleiras, o rendimento de dividendos da Petrobras de fato convergiu significativamente para seus níveis (cerca de 8% na projeção para o próximo ano), apesar de ser a única entre elas com expectativa de expansão do rendimento no médio prazo.

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A comprar com a PRIO, em cenários de preço do petróleo de US$ 60/barril ou acima, o BBA vê a PRIO oferecendo um perfil de geração de caixa e potencial de pagamento de dividendos mais robustos, além de um momentum de lucros mais favorável.

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“Embora a Petrobras ofereça um retorno razoável (rendimento de dividendos combinado de aproximadamente 19% para 2026 + 2027 em um cenário de preços do petróleo a US$ 65/barril), com maior previsibilidade e um impulso de curto prazo proveniente do atual ambiente de preços, e deva continuar a se beneficiar mais com a entrada de capital estrangeiro mais forte, continuamos a ver a PRIO apresentando um perfil de geração de fluxo de caixa mais robusto (aproximadamente 33% no mesmo período), em diferentes cenários de preços do petróleo, e um impulso de lucros mais construtivo”, avalia.

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Vale (VALE3)Analistas consultados pela Reuters possuem 9 recomendações de compra e 6 recomendações de manutenção para VALE3; já para os ADRs da Vale, 16 possuem recomendações de compra e 9 possuem recomendação neutra.

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Recentemente, analistas têm reforçado sua visão positiva para os ativos, mesmo após forte alta e apesar de incertezas sobre o preço do minério de ferro.

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O Goldman Sachs reiterou sua visão positiva para os ADRs da Vale, mantendo recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 18 por ativo mesmo após a forte alta recente. A expectativa do Goldman é de que a sequência de altas siga firme, com espaço para uma reclassificação das ações. O desempenho tem sido relacionado à melhora dos metais básicos e a tese construtiva da companhia.

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De acordo com o Goldman Sachs, em conversa com investidores globais, o banco notou que há uma tese de investimento da Vale ainda bia. Em primeiro lugar, por sua visão menos pessimista para o minério de ferro, e também por representar uma alternativa atrativa às large caps de cobre.

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Segundo o banco, as grandes mineradores de cobre têm sido negociadas com prêmios relevantes de valuation, fazendo investidores buscarem alternativas entre as mineradoras diversificadas. A Vale, mesmo depois de diminuir o diferencial de valuation, continua negociando com desconto de 4% a 10% em relação aos pares.

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A mineradora também tem expandido a produção do cobre, com expectativa de dobrá-la até 2035. Conforme os analistas, mesmo sem precificar esse crescimento, ele tem trazido o tema de metais industriais para a tese de investimento da Vale.

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De acordo com o Goldman Sachs, os investidores globais têm valorizado mais o cenário atual da Vale. Enquanto os investidores locais permanecem ancorados em valuations históricos e nas taxas de juros locais elevadas, os investidores globais enxergam o carry trade (carregamento) interessante.

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Já o Bradesco BBI elevou o preço-alvo para os ativos VALE3 de R$ 83 para R$ 102 ao fim de 2026, reforçando recomendação de compra.

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Os analistas do banco apontam terem revisado as projeções após a forte valorização recente, ainda reforçando que os papéis da mineradora ainda negociam com descontos relevantes. Mesmo com a redução dessa diferença no valuation versus os pares, a companhia segue atraente em métricas de geração de caixa: o rendimento (yield) de FCF (Fluxo de Caixa Livre) estimado para 2026 está em 8%, ante média de 5% dos concorrentes, e a distância se amplia quando observado um horizonte acumulado de três anos (24% versus 17%).

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Embora o preço do minério de ferro permaneça como principal risco no curto prazo, o valuation descontado, a disciplina na alocação de capital e a visão construtiva para a divisão de metais básicos seguem fornecendo suporte para a tese, destaca a equipe.

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A XP tem recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 71, mas ressaltou recentemente que a Vale tem se desvinculado da dinâmica dos preços do minério de ferro, com as ações registrando um melhor desempenho do que a commodity, ampliando o forte momentum da ação.

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“Embora os fundamentos apontem para uma assimetria negativa de ações em relação às commodities, acreditamos que o momentum pode permanecer apoiado por (a) entradas contínuas de estrangeiros, (b) valuation relativo atrativo em relação aos pares e (iii) expectativas de resultados operacionais sólidos de curto prazo para o 4T25, em nossa visão”, aponta.

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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