Vale: o que esperar para o resto de 2026 após rali? Mercado olha para próximos dados

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Genial cortou recomendação para neutra após alta de 48% nos últimos seis meses, mas maior parte dos analistas segue com compra para ativos

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Lara Rizério

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26/01/2026 08h27 •

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A ação da Vale (VALE3) já avança 17,5% em 2026 na B3 e acumula ganhos de 48% nos últimos seis meses (sendo dois terços concentrados nos últimos 60 dias), em meio à alta do minério de ferro e ao fluxo estrangeiro para as blue chips brasileiras.

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Neste cenário, a companhia divulgará seu Relatório de Produção e Vendas para o 4T25 (quarto trimestre de 2025) na próxima terça-feira (27), após o fechamento do mercado, com a expectativa de que a mineradora seja um destaque entre os resultados financeiros do período (a serem divulgados dia 12 de fevereiro).

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Olhando para o relatório de produção e vendas, a Genial Investimentos projeta uma tendência de queda sequencial na produção, algo considerado normal, devido à sazonalidade do início da estação chuvosa no final do ano. Assim, espera uma produção de minério de ferro de 89,3 milhões de toneladas (Mt), uma queda trimestral (t/t) de 5,4%, mas alta anual (a/a) de 4,8%.

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A casa de análise acredita que o trimestre deva ser marcado por (i) um aumento no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) proforma, atingindo US$ 4,6 bilhões (+5,4% t/t; +12,5% a/a), refletindo o efeito duplo sobre os finos de minério de ferro, com (ii) aceleração nos preços realizados até US$ 95,7/tonelada (t) (+1,4% t/t; +2,9% a/a). Os resultados devem ser beneficiados da recuperação na curva de 62% de teor do minério de ferro para uma média de US$ 106/t (+4% t/t), parcialmente compensada por um prêmio ligeiramente negativo (-US$ 0,30/t versus +US$ 0,7/t no 3T25),

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Em relação ao negócio de pelotas, estima uma produção de 8,0 Mt (-0,3% t/t; -13,1% a/a) e embarques de 8,7 Mt (-0,3% t/t; -13,1% a/a), praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior e refletindo a disciplina contínua da companhia em relação ao fornecimento em um mercado estruturalmente menos atraente.

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A casa de análise avalia que a ausência de um aumento sazonal reforça a estratégia de preservar as margens e realocar a alimentação de pelotas para finos de minério de ferro, dados os prêmios ainda fracos e as condições desafiadoras da demanda na Europa e no Japão, agravadas pela reintrodução do fornecimento incremental da Samarco. Como resultado, os preços realizados das pelotas devem ficar em US$ 133,3/t (+1,9% t/t; -6,8% a/a), com um apoio sequencial modesto do benchmark de 65% de pureza do minério, mas com um potencial de alta limitado, dada a expectativa de prêmios estáveis.

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Porém, apesar da visão cada vez mais construtiva apresentada pela companhia após um rali expressivo nos últimos seis meses, a equipe de análise da Genial avalia não estar mais encontrando margem de segurança, do ponto de vista fundamentalista, que sustente o ato contínuo de elevação nos preços das ações.

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“Tendo em vista esse cenário, estamos rebaixando a companhia para manter, após mais de 3 anos ininterruptos recomendando para compra”, aponta a Genial.

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Os analistas apontam que a combinação de (i) uma visão mais cética sobre preços de minério versus o consenso; (ii) rápida compressão do desconto de valuation diante de fortes fluxos estrangeiros; e (iii) preço da ação negociando próximo ao valor intrínseco estimado pela casa os leva a rebaixar a recomendação, mesmo com a revisão para cima dos ADRs (recibo de ações negociados na Bolsa de Nova York) de US$ 15 para US$ 17 e das ações VALE3 de R$ 80 para R$ 90 – o que implica um upside residual de apenas +5,1%. “Isso já incorpora a melhora da nossa premissa de minério de ferro para US$ 90/t esperado para 2027 (+3% versus a estimativa anterior), reconhecendo um ramp-up mais lento do que o esperado de novas ofertas, como Simandou”, avalia.

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Ainda assim, a Genial ressalta ser importante enfatizar que esse movimento não deve ser interpretado como uma visão negativa sobre a tese de longo prazo. A casa permanece estruturalmente construtiva quanto à direção estratégica da companhia e à sua trajetória de execução.

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“Caso as condições de mercado — seja por meio de uma correção no preço da ação ou de uma reavaliação do que permanece não precificado — recriem um descolamento relevante entre nosso valor intrínseco e o preço de mercado, não hesitaríamos em revisitar uma recomendação mais construtiva. Por ora, contudo, entendemos que o rali recente já precificou grande parte das melhorias em curso, justificando uma postura mais neutra”, aponta a Genial.

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Contudo, grande parte dos analistas segue otimista com as ações. Segundo compilação LSEG com analistas que cobrem os ativos, 9 têm recomendação de compra e 6 possuem recomendação neutra.

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Na última sexta-feira (23), o Bank of America manteve compra para os ativos, com preço-alvo de US$ 17 para os ADRs e de R$ 89 para VALE3. “Seguimos nossa recomendação de compra para a Vale devido a: (1) flexibilidade do portfólio, (2) crescimento do minério de ferro e do cobre, (3) disciplina de custos e investimentos, (4) geração de caixa superior e (5) progresso na redução de riscos”, apontam os analistas.

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Para os analistas do banco americano, a divisão de minério de ferro da Vale (80% da receita bruta) deverá produzir entre 335 e 345 milhões de toneladas por ano em 2026 e atingir 360 milhões de toneladas por ano em 2030. A produção de cobre, que representa 9% da receita bruta, deverá dobrar até 2035, chegando a 700 mil toneladas.

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Lara Rizério

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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