A Vale (VALE3) divulgou seu balanço do segundo trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 2,12 bilhões, uma queda de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar disso, o resultado superou as expectativas dos analistas, que previam um lucro de US$ 1,44 bilhão, conforme dados da Reuters.
O destaque positivo do balanço foi o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de US$ 3,39 bilhões, 15% menor que o 2T24. Esse valor ficou acima da estimativa média da Reuters, de US$ 3,23 bilhões, e refletiu uma queda nos preços do minério de ferro.
Na divisão de níquel, a Vale teve um bom desempenho, com custo de produção de minério de ferro diminuindo em relação ao ano anterior. Por outro lado, o resultado foi impactado por menores preços e volumes de minério.
O Ebitda ajustado da Vale superou as projeções do Bradesco BBI em 8%, e do consenso Bloomberg em 7%. Os analistas destacaram que a empresa teve um trimestre de forte entrega operacional, com números efetivos superando as projeções, principalmente devido ao melhor desempenho de custos nas divisões de níquel e cobre.
Na divisão de Ferrosos, os custos caixa C1 caíram 11% em relação ao ano anterior, marcando o quarto trimestre consecutivo de redução de custos. No entanto, preços mais baixos e volumes de vendas menores levaram o Ebitda da divisão a cair 23% em relação ao ano anterior.
Já na divisão de Metais Básicos, a Vale teve um desempenho robusto, com o Ebitda equilibrado em níquel e cobre, que caiu 30% em relação ao ano anterior. A empresa revisou para baixo sua projeção de custo all-in de cobre para 2025.
A Vale reportou uma geração recorrente de fluxo de caixa livre de US$ 1,0 bilhão, enquanto sua dívida líquida caiu 4% em relação ao trimestre anterior, totalizando US$ 17,4 bilhões.
Os analistas também elogiaram o anúncio de juros sobre capital próprio a serem pagos em setembro de 2025, seguindo a política de dividendos da empresa. A projeção é de um rendimento anualizado de 7%.
Diversos bancos reforçaram recomendações positivas para os ativos da Vale (VALE3), destacando o desempenho da empresa no 2T de 2025. A Genial Investimentos ressaltou a melhoria nos custos da empresa, enquanto o Morgan Stanley viu os números como positivos, com destaque para a queda de custos e o retorno em dinheiro aos acionistas.
Esses resultados da Vale indicam uma sólida performance operacional no segundo trimestre de 2025, demonstrando um esforço da empresa em manter suas operações eficientes e rentáveis, mesmo diante de desafios no mercado global de mineração.
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