A Ultrapar, controladora da Ultragaz, uma das principais empresas do setor de distribuição de gás de cozinha, criticou as propostas de alteração das regras feitas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Segundo a proposta em questão, as empresas passariam a ter a possibilidade de realizar o envase fracionado dos botijões, acabando com a exclusividade de marca no manuseio desses recipientes. Atualmente, apenas as proprietárias dos botijões podem abastecê-los e vendê-los aos consumidores.
Para a Ultrapar, a possível aprovação dessa proposta resultaria em "maior custo e menor segurança" no setor, abrindo espaço para fraudes, empresas sem investimentos e sonegação de impostos.
O presidente da Ultrapar, Rodrigo Pizzinatto, expressou que essa proposta não deveria ser implementada, destacando preocupações com a segurança e a competitividade do mercado de gás de cozinha.
Durante a conferência com analistas sobre os resultados da holding no segundo trimestre, a Ultrapar revelou que o lucro obtido com a venda de gás de cozinha é de R$2 por botijão.
A empresa apresentou uma análise detalhada dos custos envolvidos, informando que dos R$108 do preço do botijão de 13kg, R$38 correspondem ao preço do produtor, R$18 são destinados a impostos e R$22 representam a margem de distribuição. Além disso, há custos com frete, despesas e margens das revendas.
Em relação ao retorno da Petrobras à distribuição de GLP, a empresa acredita que isso pode apoiar o desenvolvimento do setor nos últimos anos. Quanto à alavancagem financeira da Ultrapar, o CEO destacou que a empresa busca manter um nível confortável entre 1 e 1,5 vez, embora tenha encerrado o primeiro semestre com uma relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 1,7 vez.
Pizzinatto afirmou que, caso a empresa atinja o nível considerado confortável de alavancagem e não tenha projetos de investimento suficientes, a Ultrapar pretende aumentar o pagamento de dividendos aos acionistas.
A posição da Ultrapar em relação às mudanças propostas pela ANP reflete a preocupação da empresa com a segurança, competitividade e sustentabilidade do mercado de distribuição de gás de cozinha. A análise detalhada dos custos envolvidos na cadeia de distribuição demonstra a complexidade do setor e a importância de um equilíbrio entre os diversos agentes envolvidos.
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