Na terça-feira, as taxas dos DIs no Brasil fecharam em queda de 10 pontos-base em alguns vencimentos, em resposta aos elogios feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante seu discurso na ONU. A expectativa de um encontro entre os dois líderes gerou otimismo no mercado, reduzindo os temores de possíveis medidas econômicas adicionais contra o Brasil.
Trump afirmou que se reunirá com Lula na próxima semana e elogiou a "excelente química" que teve com o brasileiro. Essa possível reunião foi confirmada pelo governo brasileiro, o que levou a uma reação positiva no mercado, interpretando como um sinal de uma possível aproximação diplomática entre os dois países.
Em meio ao recuo do dólar em relação ao real, as taxas dos DIs também recuaram. No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 13,98%, enquanto a taxa para janeiro de 2028 marcava 13,23%. As taxas para janeiro de 2030 e 2035 também apresentaram reduções.
A participação de Lula na assembleia da ONU era aguardada pelo mercado, que temia novas medidas econômicas por parte de Trump contra o Brasil. Em seu discurso, Lula defendeu a soberania brasileira e criticou medidas unilaterais impostas ao país, sem mencionar diretamente os EUA. Ele ainda destacou que a imposição de sanções arbitrárias ameaça os ideais que inspiraram a criação da ONU.
Logo após o discurso de Lula, Trump mencionou o Brasil, relatando um breve encontro e confirmando a intenção de se reunir com o ex-presidente na semana seguinte. Essas declarações de Trump trouxeram alívio ao mercado, que viu uma redução do risco de novas medidas econômicas contra o Brasil.
A fala de Trump acabou ofuscando a divulgação da ata do último encontro do Copom do Banco Central, que indicou a manutenção da taxa Selic em 15% por um longo período para buscar a meta de inflação. Economistas interpretaram que o BC encerrou de forma clara o ciclo de elevações da taxa de juros.
No mercado externo, os rendimentos dos Treasuries dos EUA caíram após Jerome Powell, chair do Federal Reserve, afirmar que o impacto das tarifas de Trump sobre a inflação americana tem sido modesto até o momento. O rendimento do Treasury de dez anos recuou, impactando as decisões de investimento globais.
Em meio a esses acontecimentos, a curva a termo brasileira precificava em 96% a probabilidade de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Copom, em novembro. A expectativa de um encontro entre Trump e Lula gerou expectativas positivas nos mercados, refletindo em quedas nas taxas dos DIs e no fortalecimento do real em relação ao dólar.
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