Nesta terça-feira (28), a atenção do mercado está voltada para alguns eventos importantes. Às 11h, será divulgado o índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos, indicador que influencia decisões de consumo e investimento. Mais tarde, às 17h30, saem os dados semanais de estoques de petróleo fornecidos pela American Petroleum Institute (API), podendo impactar o mercado de energia.
O destaque do dia é a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O encontro em Washington visa fortalecer a relação entre os dois países, incluindo acordos comerciais e de segurança. Ambos estão finalizando um documento conjunto sobre terras raras e outros minerais críticos, além de fortalecer as cadeias de suprimentos. Posteriormente, Trump se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul, com expectativas positivas de um acordo entre as duas potências.
No cenário brasileiro, a atenção se volta para as negociações sobre as tarifas dos produtos brasileiros aplicadas pelos EUA. O governo brasileiro busca acelerar as conversas e solicitou uma nova rodada de negociações com representantes do governo americano. O pedido foi feito após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Trump em Kuala Lumpur, na Malásia.
Na última reunião, os representantes dos dois países alinharam os próximos passos, com o Brasil solicitando a suspensão temporária do aumento das tarifas enquanto as negociações prosseguem. A expectativa é que um novo encontro ocorra em Washington, com a participação dos ministros designados por Lula para liderar as negociações.
Quanto aos mercados, o Ibovespa fechou ontem em alta de 0,54%, atingindo um novo recorde histórico ao alcançar 146.969 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a 147.969 pontos. O dólar encerrou em queda, cotado a R$ 5,370.
No campo corporativo, a empresa Hypera (HYPE3) divulgará seus resultados trimestrais após o fechamento dos mercados.
O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou suas impressões sobre a reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, elogiando o petista e destacando sua vitalidade. Durante o encontro, Lula solicitou a suspensão das tarifas aplicadas aos produtos brasileiros, enquanto Trump mencionou a possibilidade de um acordo futuro. Ambos expressaram confiança em encontrar uma solução nos próximos dias.
Quanto ao acordo comercial entre Estados Unidos e China, Trump afirmou que as nações estão prontas para concretizá-lo, encontrando-se com Xi Jinping na Coreia do Sul. As negociações abordaram questões comerciais como terras raras e soja. Além disso, o Fed deve reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual na quarta-feira (29), indicando a possibilidade de novos cortes ainda este ano.
No contexto internacional, o presidente do Conselho Europeu anunciou a visita de autoridades chinesas a Bruxelas para discutir restrições de exportação de terras raras, um tema que tem gerado tensões no comércio global. Já o Brasil avalia reduzir a tarifa sobre o etanol dos EUA em troca da retirada da sobretaxa aplicada a produtos como café e carne.
O governo brasileiro está empenhado em sustentar o programa Pé-de-Meia, buscando remover o limite de R$ 20 bilhões para evitar cortes nos repasses aos estudantes em 2026. Esta iniciativa visa garantir a continuidade do benefício e classificá-lo como uma bolsa de estudos, incluindo medidas para coibir a falsificação de bebidas.
O governo Lula apresentou o Plano Brasil 2050, que estabelece a sustentabilidade fiscal e o equilíbrio das contas públicas como pilares para o desenvolvimento do país até 2050. O plano destaca riscos como desequilíbrios fiscais e endividamento, propondo monitoramento de metas e indicadores para orientar decisões futuras.
Na esfera jurídica, o tenente-coronel Mauro Cid decidiu não recorrer da condenação do STF, alegando que sua pena já foi cumprida. O ministro Alexandre de Moraes flexibilizou temporariamente as restrições ao condenado para permitir sua participação em um evento familiar. Além disso, foi agendado o julgamento do ex-assessor Eduardo Tagliaferro no STF, com conclusão prevista para 14 de novembro.
Estes são os destaques do dia nas esferas política, econômica e internacional que influenciam os mercados e a política nacional.
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