O leilão da concessão da rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais, recebeu propostas de três concorrentes: Arteris, EPR e Motiva (MOTV3; antiga CCR). Com investimentos previstos de R$ 9,5 bilhões em um contrato de 15 anos, o processo envolve também custos operacionais estimados em R$ 5,4 bilhões.
Segundo o Bradesco BBI, o projeto é considerado atrativo, apesar da complexidade devido ao perfil regulatório. A expectativa é de amplas oportunidades de crescimento para as empresas envolvidas, como a Motiva e a Ecorodovias.
Já a Genial Investimentos destaca o interesse do setor privado em ativos rodoviários de alta demanda, reforçando a atratividade das concessões no Brasil. O desfecho do leilão e as condições financeiras, como investimento inicial, taxa de retorno interna e reajustes tarifários, impactarão diretamente as empresas participantes.
O BTG Pactual ressalta a importância do resultado do leilão para o mercado, atentando para a monitorização próxima do desenrolar do processo. A rodovia Fernão Dias, vital entre São Paulo e Belo Horizonte, registra um tráfego médio acima de 61 mil veículos por praça e tem contrato revisado até 2040, com previsão de investimentos de R$ 9,4 bilhões e uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 11,41%.
O modelo otimizado do novo contrato inclui a antecipação de obras estruturais, a introdução de indicadores de desempenho e a modernização de mecanismos de reequilíbrio, o que reduz riscos e facilita o financiamento bancário. O BTG destaca que o ativo se alinha ao perfil estratégico da Motiva, com alto investimento inicial, tráfego resiliente e localização estratégica, potencializando oportunidades para a empresa.
Além disso, a recente venda do negócio de aeroportos pela companhia aumentou sua capacidade de investimento, mesmo diante de um pipeline estimado em R$ 100 bilhões no setor. O leilão da Fernão Dias marca um marco regulatório federal e demonstra que ativos premium podem atrair concorrência fora da operadora incumbente.
O desfecho do leilão da Fernão Dias promete impactar o mercado de concessões rodoviárias, com potencial para influenciar futuros investimentos e projetos no setor. A concorrência entre os proponentes reflete o interesse do setor privado em ativos rodoviários estratégicos, sinalizando a continuidade do modelo de concessões como opção atraente para investimentos em infraestrutura no Brasil.
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