Uma frota de petroleiros operando de forma clandestina na Venezuela sob o governo de Nicolás Maduro começou a emergir após a destituição do líder, revelando estratégias para driblar as sanções dos Estados Unidos.
O superpetroleiro Marbella, que esteve desaparecido por mais de um ano, acionou seu transponder no último fim de semana, revelando sua localização ao largo da costa venezuelana com carga de 1,9 milhão de barris de petróleo. Essa ação faz parte dos esforços dos EUA e de empresas como Vitol Group e Trafigura Group para levar o petróleo venezuelano aos mercados.
Essa chamada "frota fantasma" era fundamental para a sobrevivência do regime de Maduro, impulsionando a produção diária de petróleo a níveis máximos em alguns anos, alcançando 1 milhão de barris, e financiando diversas necessidades do país, desde alimentos e medicamentos até armamentos.
Os navios clandestinos costumam ocultar suas localizações desligando ou adulterando sinais de GPS, navegando abaixo do radar das sanções. No último ano, 71 superpetroleiros transportaram clandestinamente 400 mil barris por dia de petróleo venezuelano para refinarias na China, demonstrando a complexidade dessas operações.
Após a captura de Maduro em 3 de janeiro, os navios começaram a divulgar suas localizações, revelando as incertezas e a instabilidade do cenário político e econômico na Venezuela. O presidente Donald Trump busca reconstruir a economia do país por meio do petróleo, com a expectativa de investimentos bilionários para revitalizar a infraestrutura deteriorada.
Empresas como Trafigura e Vitol estão auxiliando os EUA na comercialização de 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, com um lote inicial de 4,83 milhões de barris sendo descarregado nas ilhas do Caribe. Essa intervenção tem impacto direto no mercado global de transporte marítimo, com aumento nos fretes de rotas como Caribe–Golfo dos EUA e outras direções.
Nesse contexto, o superpetroleiro Marbella, sob responsabilidade da Vitol, segue seu rumo para o complexo de armazenamento de South Riding Point, nas Bahamas. A exposição da frota clandestina de petroleiros na Venezuela revela a complexidade e os desafios enfrentados pelo país e pelas empresas envolvidas no comércio de petróleo.
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