O ouro fechou em alta de 1,50% na quarta-feira, impulsionado pela busca por ativos considerados mais seguros em meio às tensões geopolíticas renovadas e preocupações fiscais em grandes economias. O metal alcançou US$ 4.837,50 por onça-troy, enquanto a prata para março registrou queda de 2,11%, a US$ 92,637 por onça-troy.
No acumulado do ano, o ouro já soma uma valorização de cerca de 11%, refletindo a busca por proteção em um cenário de incertezas geopolíticas, riscos fiscais e questionamentos sobre a condução da política econômica em diferentes países.
A Phillip Nova destaca que a alta do metal precioso está alinhada com uma realocação mais ampla de portfólios globais em direção a ativos defensivos, diante da alta volatilidade geopolítica e comercial. Com sinais técnicos ainda positivos, a corretora sugere que uma valorização do ouro para US$ 5.000 por onça não é um cenário improvável.
Analistas do Saxo Bank apontam que os atritos comerciais entre EUA e Europa, somados às declarações de Donald Trump sobre a Groenlândia, minaram a confiança dos investidores. O mercado de bônus, particularmente no Japão, começa a gerar um movimento de aversão a ativos americanos, mantendo o ouro em destaque no curto prazo.
O MUFG destaca que a turbulência nos títulos soberanos do Japão aumentou os temores sobre a sustentabilidade fiscal de grandes economias. Isso fortalece o chamado "trade de desvalorização", no qual investidores reduzem a exposição a moedas e dívidas governamentais em favor de ativos reais.
Com as incertezas geopolíticas e fiscais persistindo e a busca por segurança impulsionando a valorização do ouro, os investidores permanecem atentos às movimentações nos mercados globais e às declarações de líderes políticos que possam influenciar as decisões de investimento nos próximos dias.
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