Temporada de balanços do 4T25 em destaque: veja ações e setores para ficar de olho

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Expectativa geral é de alta nos principais indicadores, mostrando resiliência das companhias da B3

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Lara Rizério

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03/02/2026 16h35 •

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Atualizado 13 minutos atrás

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Painel de cotações na B3, em São Paulo(Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)

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A temporada de balanços tem início na próxima quarta-feira (4) antes da abertura dos mercados, com os investidores de olho principalmente nas perspectivas para 2026.

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O Morgan Stanley espera avanço acumulado anual de 11% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) das ações brasileiras de sua cobertura, além de avanço de 11% na receita e de 149% no lucro – ainda que a alta seja de apenas 27% excluindo as blue chips Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3). Isso porque a expectativa do banco é de que as empresas de petróleo e mineração devam apresentar um desempenho superior, enquanto o setor doméstico deve ficar para trás, embora ainda em território positivo.

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O Bradesco BBI tem a expectativa de que os setores de materiais básicos e utilities (energia e saneamento básico) liderem o crescimento anual.

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Já João Daronco, analista CNPI da Suno Research, vê como destaque o segmento de mineração, representado pela Vale (VALE3), que deve apresentar resultados mais fortes, seja por conta de uma melhora operacional, como também um avanço nos preços das suas principais commodities.

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Outro segmento que vê com boas perspectivas é o segmento bancário, principalmente nos ativos Itaú (ITUB4) e BTG Pactual (BPAC11), que devem continuar apresentando retornos mais elevados que a média do seu segmento de atuação (ROE).

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Do lado negativo, Daronco vê agro e petroleiras como destaques. “O segmento agrícola tem sofrido muito por conta da queda nos preços das commodities e também de um dólar mais fraco. Com agricultores com margens mais baixas, há tem um impacto nos resultados das empresas”, avalia.

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Resiliência à provaSegundo os estrategistas do BBI, no geral, os resultados domésticos do Brasil mostram uma resiliência impressionante diante da taxa de juros Selic a 15% e da redução pela metade do ritmo de crescimento do PIB ano a ano.

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A Ágora Investimentos destaca que a temporada chega em um ambiente que ainda carrega juros elevados e atividade moderada, mas no qual diversas companhias demonstraram capacidade de adaptação.

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O agregado de resultados domésticos deve mostrar estabilidade a ligeiro avanço ano contra ano –movimento relevante para um trimestre ainda pressionado pelo custo de capital. Essa resiliência decorre de fatores simultâneos: (i) recomposição gradual de margens em setores intensivos em capital; (ii) normalização de volumes em cadeias antes afetadas por restrições de oferta; e (iii) ganhos contínuos de eficiência operacional.

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A leitura setorial também reforça a heterogeneidade do trimestre: na mesma linha do Morgan Stanley, a Ágora também acredita que Materiais Básicos e Utilities tendem a se destacar, sustentados por bases mais fracas e reequilíbrio de preços; Industriais e Saúde devem apresentar avanços mais expressivos; partes do setor financeiro mostram recuperação; enquanto o consumo sensível ao juro mantém trajetória de retomada mais gradual, mas com indícios claros de piso.

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“Mais do que o número absoluto, esta temporada exigirá atenção à qualidade do lucro e à sua capacidade de se sustentar ao longo de 2026”, avalia.

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Sinalizações sobre demanda, margens, disciplina de custos e capital de giro serão fundamentais para entender se o relógio dos resultados está realmente acelerando —condição necessária para que um eventual re-rating não seja apenas tático, mas sim sustentável, aponta.

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Também para Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital, os grandes destaques devem vir das empresas que conseguem defender margens, cortar custos e preservar a geração de caixa dentro dessa janela. Isso porque, no cenário atual, com a Selic elevada, a eficiência operacional deixa de ser um diferencial e passa a ser uma exigência — e é exatamente esse tipo de sinal que precisamos acompanhar de perto nesta temporada.

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Além disso, o mercado está bastante atento aos sinais mais à frente. Assim, empresas que indiquem algum nível de normalização de custos, investimentos mais disciplinados e, até certo ponto, algum alívio financeiro — de forma a se prepararem para um eventual início de ciclo de corte de juros — podem entrar numa janela de reprecificação por parte dos analistas.

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Confira as expectativas de resultados para os principais setores da Bolsa:Setor financeiro

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Santander Brasil (SANB11) inicia a temporada de balanços dos bancões, sendo que a maioria dos bancos deve apresentar volumes, receitas e qualidade de crédito saudáveis, aponta o Itaú BBA. O cenário macroeconômico e as projeções para o ano fiscal de 2026 devem indicar um crescimento de dois dígitos nos lucros. Entre os bancos analisados, a casa de análise está mais otimista em relação à consistência do Bradesco (BBDC4) neste trimestre e, provavelmente (conscientemente), estará no limite superior da faixa de lucro projetada.

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“O Banco do Brasil (BBAS3) deve ser um contraste negativo, com desafios contínuos no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) devido aos custos de crédito persistentes; provavelmente estaremos no limite inferior da projeção de lucro para o ano fiscal de 2026″, avalia.

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: BB, Itaú, Bradesco e Santander: quais bancões serão destaque na temporada do 4T25?

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O Goldman Sachs continua a destacar positivamente o Itaú (ITUB4) entre os bancos brasileiros, levando em conta o ROE elevado e o crescimento saudável dos lucros. “Acreditamos que as tendências devem melhorar na maior parte do Brasil, mas o Banco do Brasil enfrenta as maiores incertezas em relação às provisões devido à perspectiva do crédito rural”, aponta a equipe de análise do banco americano.

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A expectativa é de que os bancos brasileiros mantenham tendências semelhantes ao 3T25, com crescimento de empréstimos na faixa de um dígito médio a alto, crescimento da receita bruta e alíquotas de imposto ainda baixas (excluindo o Itaú). Volumes sazonalmente mais altos de cartões de crédito e crédito corporativo podem impulsionar ainda mais a receita de juros, enquanto a redução do número de dias úteis em relação ao trimestre anterior pode aliviar um pouco as despesas com juros.

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O Itaú BBA continua sendo o ponto fora da curva positivo (ROE de 23,7% no 4T25E), enquanto o Santander Brasil (SANB11; 17,4%), o Bradesco (14,6%) e, principalmente, o Banco do Brasil (8,5%) continuam apresentando resultados inferiores, avalia.

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A expectativa é de números mistos, com destaque positivo para as mineradoras, enquanto papel e celulose devem ter resultados discretos. Para os analistas de mercado, Vale (VALE3) e Aura Minerals (AURA33) são os nomes que devem ter bons números no 4T.

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A XP Investimentos aponta sobre as mineradoras que, com preços de referência de minério mais altos novamente (+US$ 3 a tonelada na base trimestral) e um desempenho de custos controlado, a expectativa é que a Vale apresente resultados melhores no trimestre, também apoiados pela melhora em metais básicos.

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Já para as siderúrgicas, a XP projeta que a sazonalidade prejudique os resultados, com Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), devendo reportar mais um trimestre fraco no Brasil, enquanto a exposição da Gerdau à América do Norte deve mitigar resultados mais fracos no mercado doméstico. Por fim, a Aura deve se beneficiar dos preços mais altos de ouro (+US$ 700/oz ante o 3T25) e do crescimento de volumes (reportados recentemente).

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Apesar dos preços de celulose mais altos ante o 3T25, a valorização do real e a sazonalidade mais fraca devem pressionar as empresas do setor, avalia a XP. Para a Suzano (SUZB3), a projeção é de menores volumes de celulose trimestre a trimestre (principalmente devido a várias paradas de manutenção no 4T25), com preços realizados mais altos em dólares e custos menores, levando a um Ebitda reduzido no 4T25E (embora a alta dos preços da celulose ao longo do trimestre sugira melhora no 1T26).

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A Klabin (KLBN11), avalia a XP, também deve apresentar resultados ligeiramente mais fracos, com a valorização do real pressionando os preços da celulose em real e custos mais altos devido às paradas de manutenção afetando o negócio de celulose, enquanto a sazonalidade pesa no desempenho de papel/embalagens, apesar dos preços resilientes.

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Óleo e gás

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Para a Petrobras, as estimativas do BTG indicam que os dividendos do quarto trimestre de 2025 podem ficar abaixo do consenso de mercado, que projeta US$ 1,7 bilhão. A divulgação dos próximos dados operacionais deverá fornecer melhores insumos para revisar as projeções trimestrais. Ainda assim, a expectativa de dividendos é considerada otimista diante de possível aceleração do capex no fim do ano e saídas de caixa não recorrentes relacionadas ao leilão da PPSA e ao acordo Jubarte AIP. Considerando Ebitda entre US$ 10,5–11,5 bilhões e capex caixa entre US$5,2–5,8 bilhões, os dividendos mais prováveis seriam de cerca de US$1,3 bilhão, equivalentes a yield trimestral de aproximadamente 1,4%.

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Para as distribuidoras de combustíveis, após o terceiro trimestre mais favorável, a XP ressalta que o quarto trimestre seguiu a mesma trajetória e acabou sendo ainda mais forte. Os preços domésticos do diesel permaneceram estáveis e abaixo da paridade de importação até quase meados de dezembro. Dada a competitividade limitada dos produtos importados, as principais distribuidoras (que têm volumes grandes e garantidos por meio de cotas da Petrobras) conseguiram obter ganhos extraordinários nas margens.

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“Além disso, o trimestre viu um progresso significativo nos esforços para coibir a ilegalidade no setor, principalmente com o fechamento da refinaria Refit”, avalia a equipe. Nesse contexto, a Vibra e a Ipiranga aumentaram sua participação total no mercado em +0,8 ponto percentual (p.p.) e +0,7 p.p. em relação ao 3T25, respectivamente. No lado negativo, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em R$ 0,14/litro em outubro, gerando perdas de estoque que pesaram nas margens (XP espera cerca de -R$ 5/m³ para as margens do 4T25). Para a Vibra, a XP espera que o Ebitda alcance R$ 1,9 bilhão no trimestre (+13% trimestralmente e +37% anualmente). Para a Ultrapar, espera um Ebitda de R$ 1,6 bilhão (+10% t/t e +13% a/a) e um lucro líquido de R$ 576 milhões (-25% t/t e -35% a/a).

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Varejo e consumo

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A XP espera que os resultados do 4T do varejo e consumo apresentem tendências semelhantes às vistas no 3T, com desaceleração do crescimento devido a ventos contrários do clima, inflação de alimentos mais fraca e possível canibalização decorrente de campanhas mais agressivas dos marketplaces. Em relação às margens, a projeção é de tendências mistas, com cerca de 60% da cobertura apresentando pressão na margem bruta por conta do mix de canais/produtos, investimentos e ajustes estratégicos e impactos cambiais. No nível de Ebitda, aproximadamente 40% devem reportar queda de margem devido à desalavancagem operacional ou ajustes estratégicos.

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Farmácias se destacam positivamente e varejo alimentar como ponto negativo (novamente). O segmento deve voltar a ser um destaque, com tendências sólidas de MSSS (vendas mesmas lojas maduras), impulsionadas por ventos favoráveis do GLP-1, boa execução na Black Friday e expansão da margem Ebitda via alavancagem operacional. Por outro lado, os varejistas de alimentos devem continuar sofrendo com o macro desafiador e a dinâmica pressionada da inflação de alimentos, embora a Assaí (ASAI3) deva conseguir manter a margem Ebitda estável, apesar dos ventos contrários.

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A XP vê outro trimestre difícil para vestuário de média renda. Um inverno mais longo, combinado com tráfego mais fraco nas lojas, possivelmente devido a campanhas mais agressivas dos marketplaces, deve continuar trazendo desafios para a dinâmica de receita, ainda que com tendências mistas entre os players.

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Renner (LREN3) e Guararapes (GUAR3) devem entregar crescimento semelhante e expansão de margens, enquanto a C&A (CEAB3) deve sofrer com comparáveis difíceis e uma postura mais restritiva da Pay em concessões. Já entre os players de alta renda, espera outro trimestre difícil para a Azzas 2154 (AZZA3), à medida que a divisão Basic continua sendo ajustada e Shoes & Bags começa a se recuperar; a Vivara (VIVA3) deve apresentar forte crescimento de vendas, mas com dinâmica de margens mais fraca em relação ao 3T; a Track&Field (TFCO4) deve registrar um dos crescimentos de receita mais fortes do setor, com expansão relevante de margens pelos efeitos de canal e mix observados no 3T.

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Em e-commerce e bens duráveis, espera que o GMV (vendas brutas de mercadorias) do Mercado Livre (BDR: MELI34) acelere no Brasil com maiores investimentos em frete e marketing, além de melhora sequencial da margem EBIT graças à alavancagem operacional. Já para Magazine Luiza (MGLU3) e Grupo Casas Bahia (BHIA3), espera que o MGLU3 seja a mais impactada pelo aumento da concorrência no e-commerce, parcialmente compensado pelo desempenho das lojas físicas (B&M), enquanto a BHIA3 deve apresentar bom desempenho online, impulsionado pela parceria com o MELI34.

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Saúde

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Em linhas gerais, o BTG espera um trimestre de normalização, com resultados que tendem a estender as tendências observadas no 3T, em vez de sinalizar um ponto claro de inflexão.

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Prestadores de serviços de saúde devem continuar entregando trimestres sem impactos não recorrentes e resilientes, apoiados por KPIs operacionais estáveis e capacidade de execução disciplinada, enquanto as tendências de margem dos planos de saúde devem permanecer mistas, com efeitos sazonais oferecendo apenas alívio parcial, como esperamos no caso da Hapvida (HAPV3). Em farmacêuticas, os resultados devem ser amplamente determinados por efeitos de timing, mais do que por mudanças na demanda subjacente.

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“Nesta temporada, esperamos que Rede D’Or (RDOR3) e Fleury (FLRY3) se destaquem, enquanto Hapvida e Blau (BLAU3) tendem a ter uma performance mais fraca. Para a Rede D’Or (RDOR3), apesar de sólidos, os resultados do 4T devem ser menos excepcionais do que os do 3T”, apontam os analistas.

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Transportes e bens de capital

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O BTG Pactual aponta que, entre os principais destaques do setor de transportes e bens de capital, está otimista com Embraer (EMBJ3), GPS (GGPS3), concessionárias de rodovias e locadoras de veículos leves. Em contrapartida, alguns nomes de bens de capital, logística e locação mais expostos a veículos pesados devem apresentar tendências trimestrais mais fracas.

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Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3) tendem a reportar tendências positivas trimestre a trimestre, já que o 4T é, historicamente, o trimestre mais forte do ano. Ainda assim, esperamos a continuidade do repasse de preços para recompor spreads de ROIC em direção aos níveis históricos, além de um cenário mais controlado de depreciação, como indicado pelas leituras mensais da FIPE. A Vamos (VAMO3) também deve apresentar um trimestre mais fraco no lucro líquido, pressionada por juros elevados, apesar da queda nas retomadas de ativos.

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A Embraer deve ser o principal destaque, beneficiada por um trimestre sazonalmente mais forte em geração de fluxo de caixa e margens. A WEG tende a reportar resultados mais fracos a/a, impactada por câmbio menos favorável, tarifas e bases de comparação maiores após o forte crescimento em geração centralizada no ano anterior. A Marcopolo (POMO4) deve mostrar tendência mais fraca trimestralmente, pressionada por produção e exportações marginalmente menores. A Iochpe Maxion (MYPK3) e a Tupy (TUPY3) devem reportar um trimestre sazonalmente mais fraco, com pressão contínua de volumes. A Randoncorp (RAPT4) tende a apresentar desempenho mais fraco trimestre a trimestre no segmento de autopeças, enquanto o lucro líquido permanece pressionado pela alavancagem elevada. Por fim, a Fras-le (FRAS3) pode seguir reportando crescimento orgânico fraco, apesar de margens menos voláteis.

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As concessionárias de rodovias Motiva (MOTV3) e Ecorodovias (ECOR3) devem apresentar resultados sólidos, apoiados por tráfego ainda positivo e melhora de margens. Para a Rumo (RAIL3), projeta um trimestre misto, com reajustes sequenciais de preços, mas volumes e margens resilientes.

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Telecomunicações e tecnologia

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Para Vivo (VIVT3) e TIM (TIMS3), a expectativa da XP é que ambas as companhias mantenham o bom ritmo operacional.

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A XP espera que a Vivo entregue mais um trimestre com indicadores operacionais sólidos, mantendo seu bom momento. No entanto, o 4T25 deve ser marcado por comparações difíceis em relação ao 4T24, quando a companhia registrou ganhos não recorrentes relacionados à migração de concessão para autorização. Para a TIM, a XP espera que as receitas de serviços móveis cresçam 4,7% A/A (anualmente), impulsionadas pelo avanço de 10,8% A/A no segmento pós-pago, que estimamos atingir R$4,3 bilhões, sustentado pela migração contínua para planos de maior valor. Por outro lado, esperamos que a tendência fraca no pré-pago persista, com queda estimada de 7,7% A/A.

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Educacionais

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Na visão do BTG, em linhas gerais, a visão é de que o trimestre deva confirmar o padrão observado ao longo de 2025: crescimento moderado de receita líquida, margens resilientes e manutenção do foco em geração de fluxo de caixa (ainda que o 4T seja um trimestre sazonalmente mais fraco para geração de fluxo de caixa) e disciplina de balanço.

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Embora a sazonalidade normalmente pressione receitas e arrecadação de caixa no 4T, isso não deve alterar a narrativa estrutural do setor.

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Do ponto de vista operacional, os resultados devem seguir se beneficiando de melhorias de mix (especialmente com cursos de medicina e matrículas híbridas), ajudando a compensar a fraqueza persistente nos formatos tradicionais de cursos online. O controle de custos segue rigoroso, refletindo reestruturações e iniciativas de eficiência implementadas nos últimos trimestres, além de uma abordagem mais disciplinada em marketing e despesas administrativas.

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Ainda assim, despesas financeiras mais elevadas, em um ambiente de juros ainda altos, devem pressionar o lucro líquido de algumas companhias. “Nesta temporada, Ânima (ANIM3) deve se destacar”, avalia.

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Agro, alimentos e bebidas

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No setor de bebidas, a Ambev deve ter um desempenho sem grandes novidades, ainda que com volumes de Cerveja Brasil melhores do que o mercado temia inicialmente, avalia o Itaú BBA.

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A projeção para o resultado operacional (Ebitda) consolidado de R$ 8,4 bilhões e lucro líquido de R$ 4,0 bilhões está amplamente em linha com o consenso, com o mercado já esperando efeitos negativos tanto do cenário macro quanto das condições climáticas no trimestre, o que levou a um crescimento moderado de preço (de 5% em um ano) e aceleração de custos que deve resultar em contração de margens no trimestre. Para 2026, a visão permanece cautelosa.

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No setor de frigoríficos, o Santander projeta que a MBRF (MBRF3) tenha um Ebitda ajustado estimado em R$ 3,4 bilhões. Com relação a custos, o cenário favorável com preços baixos dos grãos, limitando riscos de queda. Sobre a demanda, a visão é de um mercado doméstico fraco e recuperação gradual das exportações (China e Europa). Para o segmento BRF, o Ebitda estimado é de R$ 2,6 bilhões, ligeiramente abaixo do consenso, com pressões já precificadas. Já para a National Beef, vê resultado mais fraco nos EUA por sazonalidade, além da América do Sul forte, com leve pressão nas margens.

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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