Após três dias de alta, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) encerraram a sexta-feira em queda, reagindo aos dados de desemprego divulgados pelo IBGE. No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,145%, representando uma baixa de 11 pontos-base em relação à sessão anterior, que registrou 13,255%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre até setembro, marcando a menor taxa da série histórica. Apesar disso, o índice ficou acima dos 5,5% projetados por economistas em pesquisa da Reuters.
Profissionais do mercado apontaram que o número levemente acima do esperado abriu espaço para a redução de prêmios na curva brasileira, após três dias consecutivos de ganhos. Esse movimento foi favorecido também pelo comportamento no exterior, onde os rendimentos dos Treasuries apresentaram oscilações ao longo da sessão.
Após os avanços registrados nos dias anteriores, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 13,125% durante a sexta-feira, representando uma queda de 13 pontos-base. Mesmo com o fechamento em baixa superior a 10 pontos-base, o movimento de hoje não eliminou completamente os avanços observados nas sessões anteriores, que tiveram como destaque a decisão de política monetária do Federal Reserve.
Durante a sessão, algumas autoridades do Fed reforçaram a percepção de que um corte de juros nos Estados Unidos em dezembro pode não ocorrer. A incerteza em relação às movimentações do Fed levou os investidores a aumentarem suas apostas de que a taxa nos EUA permanecerá estável no próximo mês.
No cenário nacional, a proximidade do fechamento da sessão regular indicava uma precificação de 98% de probabilidade de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que está prevista para a semana seguinte.
No campo fiscal, o Banco Central divulgou que o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$17,452 bilhões em setembro, em linha com as expectativas dos economistas. Com esse resultado, a dívida pública bruta do país como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) encerrou setembro em 78,1%, contra 77,5% no mês anterior.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!