Tarifa Americana não se aplica a Celulose, trazendo alívio para Suzano; setor de aço e cobre continua sob pressão

Celulose brasileira escapa de tarifas dos EUA e beneficia exportadoras

A exclusão da celulose brasileira da nova rodada de tarifas dos Estados Unidos trouxe alívio para empresas exportadoras do setor. A decisão de Trump de isentar a celulose de tarifas adicionais de 40% beneficiou empresas como a Suzano, que tem cerca de 20% de suas vendas destinadas aos EUA.

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Segundo o Goldman Sachs, a Suzano é a empresa com maior exposição aos Estados Unidos dentro da cobertura do banco, sendo classificada como compra. A exclusão da celulose da tarifa adicional é vista como um alívio para as negociações da empresa, especialmente com clientes chineses.

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O Morgan Stanley ressalta a dependência dos EUA da celulose brasileira, explicando a exclusão do produto da tarifa. Com isso, as chances de perda de participação para concorrentes com menor tributação são reduzidas, beneficiando as indústrias de papel e embalagem dos Estados Unidos.

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Impacto nas empresas exportadoras

Enquanto a Suzano foi beneficiada diretamente pela decisão, a Klabin também presente no mercado norte-americano, deve se beneficiar em menor escala. Cerca de 1,8% a 2,5% de sua receita está exposta aos EUA via celulose, mas parte de seus produtos de papel e embalagem está sujeita à tarifa adicional, o que pode limitar os ganhos.

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Tarifas de aço e cobre pressionados

Os setores de aço e cobre não foram tão beneficiados quanto a celulose. As tarifas de 50% sobre o aço, baseadas na Seção 232 (S232), continuam em vigor. Porém, as exportações brasileiras de placas de aço continuam competitivas, com preços acima de US$ 800 por tonelada nos EUA.

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No caso do cobre refinado, a surpresa foi a retirada da tarifa de 50%. A isenção causou um colapso nos prêmios entre os mercados da Comex e LME, com quedas de 17% e 1%, respectivamente, de um dia para o outro. A mudança inesperada pressionou ações de empresas estrangeiras expostas à Comex, como a Southern Copper, e gerou incertezas nos preços do cobre.

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Recomendações do Goldman Sachs

O Goldman Sachs enxerga oportunidades para investidores em ações ligadas ao cobre, apesar das incertezas nos preços. Recomenda compra para empresas estrangeiras como First Quantum, Ero Copper e Grupo México. Observa que a Capstone, classificada como neutra, pode ter desempenho positivo quando as incertezas diminuírem.

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Mesmo com os desafios no setor de aço e cobre, a exclusão da celulose brasileira das tarifas dos EUA representa um alívio para as exportadoras do setor, trazendo mais estabilidade para o comércio bilateral. Ainda assim, as empresas devem estar atentas aos desdobramentos do mercado e às possíveis mudanças nas políticas tarifárias internacionais.

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