A Suzano (SUZB3), empresa brasileira produtora de celulose, comunicou um aumento de US$ 20 por tonelada nos preços da commodity para os pedidos de setembro, elevando-os para cerca de US$ 530 por tonelada na Ásia. Além disso, informou um aumento de US$ 80 por tonelada na Europa e América do Norte, com os preços previstos para atingir US$ 1.080/t e US$ 1.320/t, respectivamente.
Segundo o Bradesco BBI, a medida foi bem recebida, com forte demanda dos fabricantes de papel integrados e não integrados. Esta alta demanda motivou a Suzano a anunciar uma segunda rodada de aumentos de preços de celulose, especialmente para Europa e América do Norte.
O Bradesco BBI destaca a provável implementação dos preços, projetando que possam alcançar US$ 550 por tonelada nos próximos meses. Essa expectativa se baseia na sazonalidade favorável da demanda no final do terceiro trimestre de 2025 e início do quarto trimestre, juntamente com a redução das tensões comerciais após a prorrogação da trégua entre EUA e China. Além disso, possíveis restrições de oferta devido ao alto custo de suporte também contribuem para essa previsão otimista.
Com os preços atuais em torno de US$ 530 por tonelada, cerca de 16% da capacidade global de celulose de fibra curta estaria submersa, de acordo com o Bradesco BBI.
O Bradesco BBI mantém a classificação outperform para a Suzano, com um preço-alvo de R$ 75, destacando a expectativa de recuperação nos lucros da empresa. O banco prevê que a ação seja negociada a aproximadamente 13% do Fluxo de Caixa Livre (FCF) e a 5,1 vezes o Valor da Firma (EV)/EBITDA. Na América Latina, a instituição financeira continua preferindo a Klabin (KLBN11) no setor de Celulose e Papel.
Por outro lado, o Morgan Stanley avalia que, se os aumentos de preços se mantiverem, os preços líquidos de BEKP para setembro na China ficariam entre US$ 515/t e US$ 535/t. O banco acredita que os preços já atingiram o ponto mais baixo e devem retornar a níveis normalizados no segundo semestre de 2025, acompanhando a melhora da demanda.
A XP Investimentos, por sua vez, considerou o anúncio como positivo, destacando que se alinha com a demanda sazonalmente mais forte esperada na China nos próximos meses. Para a corretora, o aumento de preços contribui para recuperar as quedas observadas na Europa, reforçando a implementação dos aumentos de preço de agosto de 2025.
A Ativa também se mostrou favorável à medida, considerando-a positiva para recompor margens comprimidas e sinalizar confiança na recuperação da demanda global. A corretora destaca que a implementação do reajuste pode contribuir para melhores resultados já no terceiro trimestre de 2025.
Com a elevação dos preços da celulose pela Suzano, as expectativas de recuperação do setor são impulsionadas, com projeções otimistas para os próximos meses. A reação positiva do mercado e das instituições financeiras trazem confiança na sustentação dessas medidas e no cenário de recuperação da demanda global, mesmo diante de desafios como volatilidade cambial e incertezas tarifárias.
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