Supremo Tribunal Federal inicia julgamento do terceiro núcleo da trama golpista hoje

STF inicia julgamento do núcleo 3 da trama golpista

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento de dez réus que integram o núcleo 3 da trama golpista, conhecido como "kids pretos do Exército". O processo está marcado para seis sessões, nos dias 11, 12, 18 e 19 de novembro, das 9h às 12h, com sessões adicionais nos dias 11 e 18 das 14h às 19h.

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Os réus são acusados, segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), de participar de monitoramento e planejamento de ataques contra autoridades, dentro do plano denominado "Punhal Verde e Amarelo".

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Réus e acusações

O grupo é composto por nove militares e um agente da Polícia Federal, sendo que a PGR solicitou a condenação de nove dos dez réus. Entre os acusados estão um agente da PF escalado para a posse de Lula em 2023, que teria fornecido informações ao grupo golpista.

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Os crimes atribuídos ao núcleo 3 incluem organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado.

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Acusações específicas

Dentre os réus, estão militares de alta patente do Exército, como coronéis, tenente-coronéis e um general da reserva. Um dos acusados teve sua conduta desclassificada para incitação ao crime, podendo negociar um acordo de não persecução penal.

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Operacionalização do plano

Segundo a PGR, o núcleo 3 teria operacionalizado o plano "Punhal Verde e Amarelo", que previa o assassinato de autoridades como Alexandre de Moraes, e os integrantes da chapa eleita nas eleições de 2022: Lula e Geraldo Alckmin. O objetivo desse plano era provocar um caos social para justificar a decretação de uma medida de exceção.

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Delações e investigações

Delatores mencionaram que o general Estevam Theophilo era reconhecido no meio militar como o responsável por tomar a iniciativa em um golpe, caso o então presidente Jair Bolsonaro assinasse um decreto de exceção. Além disso, as investigações apontam que o plano foi elaborado pelo general Mário Fernandes e operacionalizado através de uma ação chamada "Copa 2022", que chegou a ser iniciada, mas foi abortada.

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Conclusão

O julgamento do núcleo 3 da trama golpista representa um passo importante no combate a ações que visam a subversão da ordem democrática no país. As acusações de incitação ao crime, planejamento de atentados e tentativa de golpe sinalizam a gravidade e a complexidade do caso em análise pelo STF. O desfecho desse julgamento terá consequências significativas para o cenário político e jurídico do Brasil.

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