O índice pan-europeu STOXX 600 fechou estável nesta sexta-feira, com variação negativa de 0,03% e atingindo 614,38 pontos. O desempenho foi limitado pela queda de 3,2% no setor de luxo, que marcou sua maior baixa diária desde o início de outubro.
A Richemont teve uma das piores performances, com queda de 5,4% após recomendação neutra do BofA Global Research. O estrategista-chefe de ações europeias da Morningstar, Michael Field, destaca que embora as ações europeias não estejam baratas, a margem de segurança para investidores diminuiu.
Apesar disso, o STOXX 600 marcou sua quinta alta semanal consecutiva, a mais longa sequência desde maio de 2025. O índice atingiu vários recordes impulsionado pela força das ações ligadas a commodities, em meio aos preços em alta de metais preciosos e petróleo bruto, ativos seguros, devido às tensões geopolíticas sobre o Irã e a Venezuela.
Nesta sexta-feira, as tensões geopolíticas pareceram diminuir, levando a uma queda de 1,9% nas ações de mineração. Enquanto isso, o setor de defesa avançou 1%, ajudando a limitar as perdas no STOXX 600.
Em Londres, o índice Financial Times teve variação negativa de 0,04%, atingindo 10.235,29 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,22%, chegando a 25.297,13 pontos. Já em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,65%, atingindo 8.258,94 pontos.
Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,11%, a 45.799,69 pontos, enquanto em Madri o índice Ibex-35 registrou alta de 0,39%, a 17.710,90 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 valorizou-se em 0,43%, alcançando 8.639,05 pontos.
Os investidores permanecem atentos ao desenrolar da temporada de balanços e às movimentações geopolíticas, que continuam a impactar o desempenho dos mercados europeus.
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