O dólar teve uma alta significativa na quinta-feira (02/10), impulsionado por fatores internos e externos. Os contratos de minidólar (WDOX25) tiveram um aumento de 0,50%, alcançando 5.379 pontos, com destaque para a paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, que gerou cautela nos investidores. Além disso, a taxa de desemprego estimada pelo Federal Reserve de Chicago em setembro aumentou para 4,3%, o que elevou a importância dos dados de trabalho, uma vez que a divulgação oficial pode ser adiada.
No cenário nacional, a valorização do dólar foi acentuada pela alta nas DIs, reflexo das preocupações com possíveis novos gastos públicos depois de rumores sobre um programa federal de tarifa zero no transporte coletivo.
Apesar de ter apresentado recuo pela manhã, após a aprovação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, o dólar ganhou força ao longo do dia, acompanhando a valorização da moeda estrangeira. Esse movimento gerou um ambiente de maior volatilidade para os traders de dólar, com foco nas sinalizações do Fed e nos desdobramentos do risco fiscal brasileiro.
No gráfico de 15 minutos, o minidólar acumulou sua segunda alta consecutiva, porém, opera abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Para manter o movimento de alta, será necessário romper a resistência em 5.382/5.397, abrindo espaço para 5.411/5.415,5 e 5.422/5.441. Já a perda do suporte em 5.374/5.359,5 pode desencadear pressão vendedora em direção a 5.347/5.334.
No gráfico diário, o ativo fechou em alta, configurando uma tentativa de repique, mas ainda se mantém dentro de um movimento lateral e abaixo das médias. A mínima do ano, em 5.325 pontos, continua sendo um nível crucial. Para retomar a tendência de alta, a região de 5.413/5.419 precisa ser superada, o que abriria caminho para 5.474/5.515. Por outro lado, a perda de 5.334/5.325 reforçaria a continuidade da baixa, mirando 5.319/5.281.
No gráfico de 60 minutos, o minidólar também acumulou a segunda alta consecutiva, negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para manter o repique, é necessário romper a resistência em 5.380/5.406, com possíveis alvos em 5.419/5.441 e, em extensão, até 5.474/5.491,5. Por outro lado, se perder o suporte em 5.374,5/5.359,5, o fluxo vendedor tende a ganhar força, com alvos em 5.334/5.325 e 5.319/5.288 pontos.
O cenário internacional e as questões fiscais no Brasil continuam impactando o comportamento do dólar e do minidólar no mercado. A relação entre o shutdown nos EUA, a taxa de desemprego e as medidas fiscais no país reforçam a volatilidade e a importância da análise técnica para orientar possíveis movimentações no mercado financeiro. Os investidores devem ficar atentos aos desdobramentos econômicos e políticos que podem influenciar essas tendências.
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