O banco Santander anunciou mudanças em suas recomendações para algumas empresas do setor de alimentos. A instituição elevou a recomendação de compra (outperform) para as ações da JBS e da MBRF, destacando a resiliência do setor de proteínas, especialmente o segmento de frango, e a manutenção de preços baixos para os grãos. Em contrapartida, a recomendação para a Minerva foi rebaixada para neutro, devido à expectativa de restrição na oferta de gado no Brasil em 2026.
Para a JBS, o Santander elevou a recomendação de neutra para equivalente à compra, mantendo o preço-alvo em US$ 17 por ação, com potencial retorno estimado de 28% aos acionistas. O banco prevê um cenário favorável para a empresa, com estabilidade nas margens e proteção dos lucros de curto prazo, devido a fatores como a moderação no crescimento da oferta de frango nos EUA e fechamentos de capacidade em concorrentes do setor de carne bovina.
No caso da MBRF, o Santander elevou da recomendação de neutra para outperform e ajustou o preço-alvo para R$ 26,00. A análise destaca o potencial de crescimento da empresa, com a migração de consumidores da carne bovina para o frango e uma demanda robusta nos Estados Unidos, além de ganhos de eficiência e a transição para produtos processados de maior valor agregado.
Já a Minerva teve sua recomendação rebaixada de outperform para neutro, com redução do preço-alvo. O Santander adotou uma postura mais cautelosa devido ao aumento de custos esperado em 2026, causado pelo ciclo prolongado de gado no Brasil e a apreciação do real, que impacta a lucratividade. Apesar das pressões, a empresa ainda mantém projeções positivas, com expectativa de EBITDA em R$ 5 bilhões para 2026.
O Santander também destacou o setor de bebidas no Brasil, ressaltando a capacidade de repassar aumentos de preço e a competição intensa no mercado de cerveja. Além disso, no agronegócio, a empresa 3tentos recebeu recomendação outperform, impulsionada pelo forte impulso do biodiesel e melhorias nas margens de moagem.
Por outro lado, a SLC e a Boa Safra tiveram suas recomendações ajustadas. A SLC teve seu potencial limitado devido ao baixo consumo no varejo de vestuário e preços baixos do petróleo, enquanto a Boa Safra foi rebaixada para neutro devido à desaceleração no crescimento causada por margens agrícolas menores e menor adoção de tecnologia de sementes.
As mudanças nas recomendações do Santander refletem as projeções e análises do banco em relação às empresas do setor de alimentos e agronegócio. O cenário aponta para oportunidades e desafios específicos para cada companhia, com expectativas de desempenho e perspectivas para o mercado acionário em 2026.
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