O Brasil tem se destacado como a principal escolha de investidores em mercados latino-americanos, conforme apontado pelo Bradesco BBI. Com uma economia menos integrada globalmente, um câmbio descontado e um fluxo de capital estável, o país se mostra atraente em meio à reprecificação dos ativos globais.
Nos Estados Unidos, a desaceleração econômica tem sido evidenciada por diversos sinais, como o crescimento do PIB abaixo do esperado no segundo trimestre e o enfraquecimento do mercado de trabalho. Essa conjuntura tem levado o Federal Reserve a adotar uma postura flexível, sendo esperado um corte de juros para setembro.
O Brasil se destaca por não estar diretamente vinculado à desaceleração nos EUA, fato atribuído à sua economia mais fechada e menos dependente do comércio exterior. Além disso, o país ainda se beneficia do ciclo de queda da taxa de juros e das eleições municipais previstas para o segundo semestre.
O BBI destaca a atratividade das ações brasileiras sensíveis à taxa de juros e das estatais, mesmo diante de uma possível perda de força na atividade doméstica. Esse cenário poderia sinalizar espaço para novos cortes na Selic, atualmente em 15% ao ano, e uma possível valorização do real, tornando os ativos locais mais atrativos.
Com a tendência global de cortes de juros e a perda de força do dólar americano, o Brasil é visto como um porto relativamente seguro pelo BBI. A leitura neutra do índice DXY e a dificuldade em superar sua média móvel de 100 dias indicam uma reavaliação do "excepcionalismo americano".
Além do Brasil, o Chile também é destacado pelo Bradesco BBI como uma segunda opção, com recomendação de overweight. A recuperação da economia chinesa e o ambiente eleitoral no Chile são fatores que contribuem para sua avaliação positiva.
O México, apesar da forte ligação econômica com os Estados Unidos, tem se destacado com empresas de alto poder de precificação e um mercado acionário com desempenho superior ao de seus pares. Setores como oligopólios locais e empresas ligadas à estratégia de nearshoring são apontados como oportunidades de investimento.
Por outro lado, a Argentina continua sendo recomendada com underweight devido à instabilidade cambial, exposição ao preço do petróleo e incertezas políticas em ano de eleições legislativas. O recuo no preço do petróleo e o aumento da produção pela Opep adicionam pressão às receitas argentinas.
Os fluxos de capital direcionados à América Latina seguem em ritmo estável, mesmo após períodos de volatilidade. A criação de ETFs focados na região indica um interesse estrutural dos investidores, somado a um patamar de valuation abaixo da média histórica e à expectativa de valorização cambial nos próximos meses.
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