A Sabesp anunciou sua intenção de adquirir a Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae) por R$1,1 bilhão, visando fortalecer a segurança de abastecimento hídrico na região metropolitana de São Paulo. A transação deve ser concluída no início de 2026.
O negócio envolve a assinatura de dois acordos, um com a Vórtx - representante dos debenturistas do fundo Phoenix Água e Energia, controlador da Emae - e outro para a compra das ações detidas pela Eletrobras. A Sabesp agiu rapidamente após ser abordada por credores da Emae, devido a seu interesse prévio nos ativos da geradora.
A Sabesp espera obter as aprovações regulatórias necessárias até o final do ano, com a expectativa de finalizar a operação no primeiro trimestre de 2026, conforme declarado pelo CEO da companhia, Carlos Piani. A transação foi desencadeada pelo vencimento antecipado de debêntures emitidas pelo fundo Phoenix, garantidas por ações da Emae.
A Emae, privatizada pelo Estado de São Paulo no ano passado, possui usinas hidrelétricas e opera o sistema hidrológico da Bacia do Alto Tietê. Seus ativos incluem os reservatórios Guarapiranga e Billings, responsáveis pelo fornecimento de água pela Sabesp na região metropolitana paulista.
A integração do sistema Billings possibilitará à Sabesp expandir o uso do maior reservatório da região - Billings - até 2027, aumentando em 52% a capacidade de armazenamento de água para consumo humano e usos múltiplos na região metropolitana de São Paulo. A empresa de saneamento planeja atingir a integração total do sistema Billings até 2029.
Além disso, a Emae administra estações elevatórias responsáveis por direcionar água à Billings, auxiliando no controle de enchentes. Quanto aos ativos elétricos da Emae, a companhia opera usinas hidrelétricas no regime de cotas, o que assegura receitas estáveis e indexadas à inflação.
Apesar da aquisição da Emae, a Sabesp não tem planos imediatos de expansão para o setor elétrico, priorizando a segurança hídrica na região metropolitana de São Paulo. A Eletrobras, por sua vez, vendeu suas ações na Emae à Sabesp por um total de R$476,5 milhões, como parte de seus desinvestimentos em participações minoritárias em empresas.
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