O início de dezembro na Bolsa brasileira é marcado por cautela, refletindo a postura prudente dos índices de ações internacionais. Mesmo com o aumento das commodities, o principal indicador da B3 vinha atingindo recordes em novembro, encerrando o mês com um crescimento de 6,37%, o melhor desde agosto de 2024.
A espera por sinais sobre cortes de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos está influenciando os investidores. Hoje, os presidentes dos bancos centrais dos dois países, Gabriel Galípolo e Jerome Powell, respectivamente, estarão em destaque em eventos.
Após declarações recentes sobre a política monetária e o cenário econômico, especula-se sobre possíveis ajustes. Enquanto Galípolo não deve fazer mudanças em sua última fala, Powell será acompanhado de perto pelos investidores após o fechamento dos mercados hoje.
No cenário nacional, também há influência das últimas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apontou um montante de R$ 28 bilhões a ser injetado na economia com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Entretanto, a mudança da bandeira tarifária de vermelha para amarela nas contas de luz pode trazer alívio inflacionário.
A divulgação do boletim Focus trouxe novo alívio nas estimativas para o IPCA de 2025, com projeção de 4,43%. Já a Selic esperada para 2028 caiu para 9,50%. No exterior, as cotações futuras do petróleo desaceleraram após a Opep+ confirmar a manutenção da produção.
As ações da Petrobras e Vale registraram variações negativas, enquanto os papéis de grandes bancos apresentaram recuos. Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em nível recorde, mas nesta segunda-feira estava em queda, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas nos mercados nacional e internacional.
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