As a ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3), pertencente ao Grupo Votorantim, registraram alta de mais de 10% no Ibovespa, chegando a R$ 4,49, impulsionadas por especulações de que a Emirates Global Aluminium (EGA), dos Emirados Árabes Unidos, estaria interessada em adquirir a empresa.
O interesse da EGA na aquisição da CBA seria motivado pelo controle integral da cadeia de produção de alumínio que a empresa brasileira detém, desde a mineração e refino de bauxita até a fabricação de produtos primários. O Morgan Stanley atua como assessor financeiro da EGA nessa possível transação, que faz parte da estratégia global da empresa dos Emirados Árabes Unidos.
A CBA, avaliada em US$ 487 milhões pelo fechamento do mercado, viu suas ações subirem 6% na manhã em que os boatos vieram à tona. A companhia, controlada em 69% pelo Grupo Votorantim, tem operações espalhadas por sete estados brasileiros, produzindo alumínio de baixo carbono e contando com minas próprias, o que a torna um ativo estratégico para investidores interessados em expandir sua presença no setor.
As conversas sobre a venda do controle da CBA ganharam força no fim de agosto, quando a empresa estava buscando investidores para o Projeto Rondon, voltado para a extração de bauxita. Nesse contexto, empresas como Rio Tinto, Alcoa e Chinalco foram mencionadas como possíveis interessadas.
Apesar de não haver uma estimativa oficial do valor de uma possível oferta, especulações sobre a venda impulsionaram as ações da CBA, que subiram 12% em uma semana. Essa movimentação reflete também a expectativa de recuperação da empresa após um segundo trimestre fraco, com projeções de melhora para o terceiro trimestre de 2025.
A EGA destacou que está monitorando oportunidades de crescimento, mas não comentou especificamente os rumores relacionados à aquisição da CBA. A empresa teve um ano de 2024 com queda de 23,5% no lucro líquido, impactada por perdas na Guiné e pela introdução de um novo imposto corporativo nos Emirados Árabes Unidos.
Além disso, a EGA anunciou investimentos significativos, como um acordo de US$ 200 bilhões com o governo dos EUA, após tarifas serem impostas pelo governo americano sobre a importação de aço e alumínio. A empresa também planeja investir US$ 4 bilhões em uma nova fundição de alumínio primário em Oklahoma, buscando garantias de fornecimento de energia, incentivos fiscais e negociações com autoridades locais.
Portanto, a possibilidade de aquisição da CBA pela EGA representa um movimento estratégico por parte da empresa dos Emirados Árabes Unidos, que busca expandir sua presença na cadeia produtiva de alumínio e consolidar sua atuação global no setor. As negociações e especulações em torno da transação continuam sem confirmação oficial por ambas as partes envolvidas.
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