A Rumo, maior operadora de ferrovias de carga do país, está se preparando para transportar soja, farelo e milho no segundo semestre de 2025. Segundo o vice-presidente financeiro da empresa, Guilherme Machado, a dinâmica de comercialização pelos produtores está um pouco mais lenta, refletindo nas posições das tradings, principais clientes da Rumo.
Machado afirmou que não há previsão de disrupção de preço de frete, nem para cima, nem para baixo, e que a empresa estima estabilidade nos preços das cargas ao longo da segunda metade do ano. A cautela dos produtores também foi destacada, com a menção de que ainda há volume de soja por sair do Mato Grosso e a comercialização da safra de milho encontra-se mais atrasada.
Com a coexistência de soja, farelo e milho no sistema da empresa no segundo semestre, Machado apontou o desafio que isso representa. A Rumo está antecipando manutenções para abrir espaço para as cargas no quarto trimestre, mantendo a confiança no cumprimento das estimativas de desempenho para o ano. Isso inclui a expectativa de transporte de 82 bilhões a 86 bilhões de TKUs e um lucro operacional medido pelo Ebitda de R$8,1 bilhões a R$8,7 bilhões.
No primeiro semestre de 2025, a empresa teve um Ebitda de R$3,2 bilhões. Para o restante do ano, a Rumo projeta um desempenho sólido, buscando atender às estimativas divulgadas. A antecipação de manutenções e a expectativa de estabilidade nos preços das cargas demonstram a estratégia da empresa em lidar com os desafios do mercado.
Com a temporada de balanços do segundo trimestre em destaque, a Rumo Logística se prepara para enfrentar o cenário de comercialização mais lenta e atrasos na safra de milho, mantendo o foco na eficiência operacional e no cumprimento de suas metas. Acompanhar a evolução do transporte de soja, farelo e milho será fundamental para avaliar o desempenho da maior operadora de ferrovias de carga do Brasil.
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