Rotação global continua e XP eleva projeção para Ibovespa a 196 mil pontos para 2026
Estrategistas ainda atualizaram ainda o cenário otimista para 242 mil pontos
Lara Rizério
02/03/2026 09h39 •
Atualizado 7 minutos atrás
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Com a continuidade da rotação global, o Ibovespa registrou um ganho de 4,09% em fevereiro, o sétimo mês seguido de ganhos para o índice, fechando o período aos 188.787 pontos após ter superado os 190 mil pontos ao longo do mês.
Os estrategistas de mercado da XP, em relatório mensal, apontaram esperarem por mais e revisaram o valor justo do Ibovespa de 190 mil para 196 mil pontos para o fim de 2026, à medida que os juros reais longos caíram em fevereiro.
Fernando Ferreira (estrategista-chefe e head do research), Raphael Figueredo (estrategista de ações) e Lucas Rosa (estrategista quantitativo), especialistas que assinaram o relatório, atualizaram ainda o cenário otimista para 242 mil pontos (de 235 mil), apoiado por uma maior expansão de múltiplos, juros reais longos mais baixos e revisões positivas de preço-alvo dos analistas XP.
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Brasil é um dos principais beneficiados da rotação global para fora dos EUA, aponta a XP, ressaltando que fevereiro foi mais um mês positivo para as ações globais, puxado pelo desempenho superior dos mercados emergentes.
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A rotação segue como um tema central sob três óticas distintas: (i) rotação setorial para fora de nomes que podem ser impactados por IA e de nomes ligados à IA com capex alto, indo para ações menos sujeitas a disrupção; (ii) rotação de fatores de ações de crescimento para valor; e (iii) rotação regional saindo de ativos dos EUA para emergentes e outras regiões. “O Brasil segue como um dos principais beneficiados dessa dinâmica, com o Ibovespa atingindo novas máximas históricas em fevereiro, apoiado por forte fluxo estrangeiro”, avalia a equipe.
No curto prazo, porém, nota que o Índice de Sentimento XP segue em níveis de “Otimismo Extremo” em 100 (de 0 a 100), o que normalmente indica potencial para uma realização/correção.
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“Em fevereiro, a rotação global para fora dos EUA continuou, com o aumento das preocupações sobre possíveis disrupções da IA pressionando vários setores, enquanto o rali em emergentes seguiu forte”, avaliam os estrategistas.
Para eles, o rali forte das ações brasileiras criou uma divergência entre os nomes que se beneficiam do fluxo estrangeiro e os que não. Embora essa tendência possa persistir no curto prazo, acreditam que, em algum momento, investidores ativos vão migrar para um “trade de convergência”, buscando nomes e setores que ficaram para trás.
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Lara Rizério
Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.
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