O banco JPMorgan elevou a recomendação da Usiminas de underweight para equal-weight, considerando a desvalorização de 60% das ações desde 2024. A decisão se baseia na provável limitação de queda a partir dos níveis atuais e no potencial de valorização decorrente de medidas de redução de custos e de defesa comercial.
Após a reforma do Alto-Forno 3 (BF3), as ações da Usiminas chegaram a R$ 11, mas caíram para cerca de R$ 4. Apesar disso, o JPMorgan acredita que o potencial de queda é limitado, considerando a expectativa de queda nos custos nos próximos trimestres e medidas adicionais de valorização possíveis.
O banco manteve recomendação neutra para a CSN, embora tenha reduzido o preço-alvo para refletir sua estratégia de evolução da dívida. Já para a Gerdau, o JPMorgan a considera a escolha preferida no setor siderúrgico brasileiro, com recomendação de compra e preço-alvo elevado.
O setor siderúrgico brasileiro enfrenta um ambiente desafiador, com importações em níveis recordes, barreiras comerciais globais e desvantagens competitivas para produtores locais. A presença de aço importado, principalmente da China, vem crescendo, enquanto as usinas domésticas operam com capacidade ociosa.
Apesar dos desafios, o JPMorgan destaca fatores positivos, como a demanda doméstica firme em setores como defesa, agricultura, energia e manufatura. No entanto, os obstáculos do setor extrapolam a gestão das empresas e dependem de políticas públicas para serem superados.
Uma possível virada no setor poderia ocorrer com a redução das exportações chinesas, mas o JPMorgan considera esse cenário improvável no curto prazo. O futuro da indústria dependerá, segundo o banco, de decisões estratégicas em defesa comercial e política industrial.
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