A Vibra anunciou que sua subsidiária Comerc reduziu sua projeção de Ebitda para 2025, passando de R$ 1,3 bilhão para uma faixa entre R$ 1,05 bilhão e R$ 1,15 bilhão. Essa revisão é resultado do aumento persistente do curtailment, que são as limitações impostas na geração de energia pelo operador do sistema.
A Comerc registrou quedas de 34% e 20% nos volumes de geração nos últimos dois trimestres devido a essas limitações. O Goldman Sachs e o Itaú BBA destacaram que, apesar do ajuste ser negativo, não foi uma surpresa para o mercado, considerando os dados de alta frequência divulgados previamente.
O Itaú BBA manteve classificação de desempenho acima da média para a Comerc, com preço-alvo de R$ 29. Já o Goldman Sachs permanece neutro, com preço-alvo de R$ 24,90. A XP considera a revisão marginalmente negativa, uma vez que os investidores já esperavam a redução.
A nova projeção da Comerc implica em uma redução de 1% na projeção anual de Ebitda para a Vibra. Para atingir a nova meta, a empresa precisaria alcançar um Ebitda médio trimestral de aproximadamente R$ 254 milhões, contra os R$ 380 milhões anteriores, segundo análise da XP.
Embora o anúncio da redução na projeção de Ebitda seja intrinsecamente negativo, os analistas acreditam que reflete a expectativa do mercado. A Comerc apresentou um Ebitda de R$ 542 milhões no primeiro trimestre de 2025, cerca da metade da nova projeção revisada.
Apesar da revisão para baixo na projeção de Ebitda da Comerc, os analistas afirmam que o impacto para a Vibra deve ser limitado. A empresa precisará se adequar às novas expectativas de geração de energia para atingir as metas estabelecidas, mantendo-se como um player relevante no mercado.
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