Após divulgar seu balanço do terceiro trimestre de 2025 (3T25), a fabricante de motores elétricos WEG viu suas ações apresentarem uma sessão tranquila. Os ativos da empresa tiveram alta de 1,56%, sendo negociados a R$ 40,29 às 11h55 (horário de Brasília) do dia 22. O lucro líquido da WEG atingiu R$ 1,650 bilhão no terceiro trimestre, o que representa um aumento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a companhia registra lucro de 4,788 bilhões, 10,1% acima do reportado nos primeiros nove meses de 2024.
Analistas apontam que, embora o resultado da WEG esteja abaixo do histórico da empresa, ele se mostra em linha com as expectativas. A receita líquida alcançou R$ 10,3 bilhões, representando um aumento anual de 4,2% e mantendo-se dentro das estimativas. O desempenho foi impactado por uma dinâmica mais fraca para projetos de longo prazo e pela base de comparação no segmento de aerogeradores.
A margem Ebitda da WEG ficou levemente acima do esperado, atingindo 22,2%, o que representa um aumento de 0,4 ponto percentual na base anual. Esse desempenho foi influenciado pelo mix de produtos, mas também impactado pelo aumento de custos com matérias-primas e a consolidação dos negócios da Marathon. Apesar de um cenário global desafiador, a empresa conseguiu manter seu crescimento, demonstrando eficiência operacional e gestão de custos.
As tarifas impostas pelos Estados Unidos representam um risco potencial para a WEG, porém o impacto direto nesse balanço foi limitado. As novas tarifas sobre produtos brasileiros têm pressionado os custos de exportação, mas a empresa tem conseguido mitigar parte desses efeitos redirecionando parte de sua produção para outros países.
Diferentes casas de análise apresentam visões diversas sobre a WEG após a divulgação do balanço. Enquanto a Ativa Investimentos aponta para um resultado fraco, porém em linha com o esperado, o Bradesco BBI destaca um momentum fraco para as receitas. Por outro lado, a XP vê sinais positivos emergindo, como o desempenho do setor de Eficiência Energética e Automação Industrial.
Apesar de alguns desafios no curto prazo, como restrições de capacidade de produção e crescimento mais moderado, a WEG mantém uma visão construtiva sobre os ventos favoráveis de longo prazo. A empresa espera retomar o crescimento de lucros de dois dígitos a partir de 2027, estendendo-se para o médio prazo.
Após a divulgação do balanço, as recomendações para as ações da WEG se mostram divididas. Enquanto o JPMorgan e o Santander mantêm recomendações positivas, o Goldman Sachs apresenta uma avaliação mais cautelosa. A XP, por sua vez, reitera uma recomendação neutra, considerando a desaceleração do crescimento dos lucros no curto prazo. A assimetria para as ações da WEG é vista como positiva a preços atuais, mesmo com desafios imediatos no horizonte.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!