A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) teve um regime de prevenção e contingência aprovado pela Arsesp, agência reguladora do estado, devido à escassez de água na Região Metropolitana de São Paulo. A medida visa preservar os níveis dos reservatórios, que estão em torno de 38%, 11 pontos percentuais abaixo da média dos últimos 25 anos. Essa é a pior situação desde a seca de 2015.
O Goldman Sachs aponta que, apesar da situação dos reservatórios não ser crítica, o regime de contingência pode impactar as receitas da Sabesp no curto prazo, reduzindo os volumes faturados. No entanto, essa redução temporária pode ser compensada no futuro por tarifas mais altas, refletindo os volumes reduzidos de 2025.
De acordo com simulações do Goldman Sachs, uma queda hipotética de 5% nos volumes faturados ao longo dos próximos 12 meses poderia resultar em uma redução de aproximadamente 7% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA). Além disso, os baixos níveis dos reservatórios podem elevar os custos de eletricidade e materiais, impactando o valor justo do patrimônio e o EBITDA.
Já o JPMorgan considera as medidas do estado de São Paulo conservadoras, destacando que os níveis atuais dos reservatórios da Sabesp não representam um risco elevado. Existem também fatores mitigadores, como a "conta mínima de água" para os clientes, que limita a perda de receita, a redução de custos de energia e a possibilidade de revisão extraordinária da tarifa em caso de prolongamento das medidas de economia e altos custos financeiros.
Em termos financeiros, o impacto das iniciativas de economia de água por 90 dias poderia atingir cerca de 2% do EBITDA do quarto trimestre de 2025 ou 0,1% do valor de mercado da empresa. Isso considerando uma economia planejada de 4 m³/s por 8 horas/dia durante 90 dias, o que poderia resultar em uma perda de receita combinada de água e esgoto da ordem de R$ 110 milhões por trimestre.
Apesar dos desafios enfrentados pela Sabesp com a queda nos reservatórios, tanto o Goldman Sachs quanto o JPMorgan mantêm recomendações favoráveis para a empresa, apontando-a como uma das ações preferidas no setor de utilities. O Goldman mantém a recomendação de compra com preço-alvo de R$ 142, enquanto o JPMorgan tem uma recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para os ativos da Sabesp.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!